<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711</id><updated>2012-02-16T09:12:30.110-02:00</updated><category term='Enchente'/><category term='Fernando Fernadez'/><category term='Chuva'/><category term='Díptera'/><category term='Biogeografia'/><category term='Superpoderes'/><category term='Brasil'/><category term='Resenha'/><category term='Escola'/><category term='Jean Perrin'/><category term='Governo'/><category term='Hemiptera'/><category term='Biologia'/><category term='Obras'/><category term='Ciência'/><category term='Divulgação de Ciência'/><category term='Cigarra'/><category term='Linguagem'/><category term='Orchidacea'/><category term='FOXP2'/><category term='Luiz Paulo Horta'/><category term='Culex'/><category term='Blog Action Day'/><category term='Aquecimento Global'/><category term='Biologia Molecular'/><category term='Darwin'/><category term='Esgoto'/><category term='Caos urbano'/><category term='Espécies Invasoras'/><category term='Eleições'/><category term='Leon Croizat'/><category term='Evolução'/><category term='Educação'/><category term='Zoologia'/><category term='Ciencia'/><category term='Recreio'/><category term='Rio de Janeiro'/><category term='Código Florestal'/><category term='Filme'/><category term='Criatividade'/><category term='Desmatamento'/><category term='Mijões'/><category term='Natal'/><category term='Professor'/><category term='Carnaval'/><category term='HQ'/><category term='Extinção'/><category term='Conservação'/><category term='Walter Garsteng'/><category term='von Linné'/><category term='Refaunação'/><category term='Sistemática'/><category term='Seleção positiva'/><category term='Espirito natalino'/><category term='Filariose'/><title type='text'>Devaneios Biológicos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>34</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-9002957745427739542</id><published>2011-08-27T22:37:00.001-03:00</published><updated>2011-08-27T22:37:11.387-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biologia Molecular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenha'/><title type='text'>Resenha do filme Planeta dos Macacos – A Origem</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="1"&gt;Por Bruno Tinoco&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p align="justify"&gt;Há duas semanas, quando soube que iria estrear um novo filme baseado na produção original de 1968, Planet of the Apes (Planeta dos Macacos, em português), fiquei bastante animado. Sempre achei uma das ideias mais legais do cinema americano e, agora, teria a oportunidade de saber como os “macacos” dominaram a espécie humana e adquiriram certas faculdades ausentes nos grandes primatas do mundo real*, tais como fala, andar ereto e inteligência superior à do &lt;i&gt;Homo sapiens&lt;/i&gt;, isto é, nós.  &lt;p align="justify"&gt;Assisti ontem o filme, logo na estreia, e vou compartilhar com vocês as minhas impressões e comentar determinadas passagens e conceitos que acho que merecem discussão. Desde já, adianto que fiquei satisfeito com o que vi e recomendo aos amigos. É seguramente um dos filmes (ao lado de Rio) que mais me empolgaram em 2011. &lt;/p&gt; &lt;div style="padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; width: 448px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:e314f2ed-ffb3-454c-a3fa-1851a3a5b47c" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="85ea1307-565f-41a3-b3a9-20774f2bbda8" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DVWQ9r4n9QU" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh4.ggpht.com/-FWYiXGOEi1Q/TlmbxkqI1HI/AAAAAAAAAQQ/ksqhiVBrw_0/videoeba267f27aea%25255B16%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('85ea1307-565f-41a3-b3a9-20774f2bbda8'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;448\&amp;quot; height=\&amp;quot;252\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/DVWQ9r4n9QU?hl=en&amp;amp;hd=1\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/DVWQ9r4n9QU?hl=en&amp;amp;hd=1\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;448\&amp;quot; height=\&amp;quot;252\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;p align="justify"&gt;O filme gira em torno de um cientista (interpretado por James Franco) que luta por descobrir uma droga capaz de curar o Mal de Alzheimer, desta forma livrando o seu próprio pai do triste desfecho da doença. Para tanto, ele desenvolve uma droga que, ao que parece, trata-se de um transposon, isto é, um vírus com potencial de se inserir no genoma do hospedeiro e usar a sua maquinaria celular para propagação. Assim, este vírus, criado pela empresa Gen-Sys, seria capaz de produzir moléculas terapêuticas que atuariam de modo a eliminar os transtornos causados pelo Alzheimer. A droga, chamada de ALZ112, é então testada numa chimpanzé, cujo filhote, Cesar, passa a morar na residência do jovem cientista, após as pesquisas com o medicamente terem sido suspensas devido à perda de controle do animal.  &lt;p align="justify"&gt;Neste ponto vale uma primeira observação. Cesar era um OGM, ou seja, um organismo geneticamente modificado, já que herdou parte do seu genoma de sua mãe, cujo material genético já havia sido alterado pela suposta inserção viral. Há leis severas que controlam as pesquisas com OGMs em todo o mundo. É claro que, no cinema, se o bebê chimpanzé não tivesse ido morar com o pesquisador e recebido educação de ser humano, não haveria enredo para o filme. &lt;p align="justify"&gt;Durante o crescimento, Cesar passa a manifestar sinais notórios de uma inteligência sem precedentes nos primatas selvagens. Em uma das marcantes passagens do filme, Cesar, enquanto era levado para passear em uma reserva natural, se vê diante de um cão preso a uma coleira por seus donos, fato que, surpreendentemente, o faz mergulhar numa profunda reflexão sobre qual o seu real papel naquela sociedade até então dominada pela espécie humana. Se eu pudesse ler a sua mente, diria que ele pensou: “Seria eu apenas um animal de estimação?”, assumindo uma postura típica de uma pessoa atormentada por crises existenciais.  &lt;p align="justify"&gt;No desenrolar d&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" border="0" align="left" src="http://4.bp.blogspot.com/-8RUzpeBKk2M/Tb2Qup5shZI/AAAAAAAAAtE/qFF5eUvCtkc/s1600/MacacoPensadorGrande.jpg" width="148" height="207"&gt;a trama, Cesar é levado por autoridades a uma espécie de “cativeiro de luxo”, que, de luxuoso, não tem nada! É neste cativeiro que Cesar nos brinda com vários momentos de intensas reflexões. Em um dado momento, ele desenha a janela do seu antigo quarto na parede, como quem clama pelo regresso ao lar, numa clara tentativa de atenuar o sofrimento da prisão através de uma manifestação de arte. Noutra passagem, ainda no cativeiro, Cesar, sutilmente, imita a posição da histórica estátua O Pensador, do escultor francês Auguste Rodin, quando os diretores parecem querer preparar terreno para a iminência da ascenção dos primatas sobre a espécie humana.  &lt;p align="justify"&gt;A situação perde o controle quando um grupo de grandes primatas (a saber: chimpanzés, orangotangos e gorilas) escapam da prisão e libertam os outros “macacos” que estavam sendo mantidos como cobaias nas dependências da Gen-Sys. Liderados pelo carismático Cesar, os animais conseguem fugir da polícia americana para uma floresta.  &lt;p align="justify"&gt;E como os macacos vencem essa batalha com os seres humanos? Realmente, se fosse na base da força bruta, seria uma disputa relativamente simples em favor dos homens. Mas, um fato que não comentei, mas que foi decisivo para os rumos da história envolve uma propriedade do medicamente para o tratamento do Mal de Alzheimer. Se nos grandes primatas a droga era capaz de proporcionar faculdades fora do normal, em humanos, o medicamento trazia uma consequência nefasta. Ao que parece, as moléculas produzidas pelo genoma viral geravam uma letal reação de autoimunidade. Quando um dos pesquisadores que estudava o medicamento se infecta com o vírus, o problema deixa de ser apenas uma rebelião de macacos para se tornar a grande explicação para o declínio repentino da população humana no planeta. Em outras palavras, o medicamento, criado com o intuito de salvar vidas, passou a ser o maior vilão dos homens. &lt;p align="justify"&gt;Também aqui cabe um comentário e uma citação histórica. A ideia da quase extinção da espécie humana apresentada no filme não é de todo absurda, já que, historicamente, nós temos exemplos de grandes populações que foram dizimadas ao entrarem em contato com um patógeno para o qual o organismo não exibia defesa imunológica. Podemos citar a introdução de patógenos pelos espanhóis no coração do império Inca, fato bem documentado no livro Armas, Germes e Aço, de Jared Diamond. É um interessante exemplo histórico de como uma minoria pode derrotar uma esmagadora maioria sem o uso da força bruta, em vez disso, com uma arma bem mais eficiente, a doença. Pelos meus cálculos, o pesquisador morre no filme após 3 dias de contato direto com o vírus. Diante deste cenário, realmente nem daria tempo de os meus colegas da FIOCRUZ desenvolverem uma vacina contra o vírus.  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;font size="3"&gt;A fala nos macacos&lt;/font&gt;&lt;/b&gt; &lt;p align="justify"&gt;Achei que deveria comentar essa peculiaridade após me sentir incomodado com uns risinhos debochados durante o filme. O filme é uma ficção científica, obviamente não podemos e nem devemos exigir rigor científico de um filme que se propõe ao entretenimento. Quem deseja se informar a respeito de publicações científicas sérias há inúmeros sites que disponibilizam artigos em revistas nacionais e internacionais para serem lidos. É só baixar, ler e ser feliz.  &lt;p align="justify"&gt;Sobre esta questão da fala, recomendo fortemente a leitura de um dos textos que publicamos neste blog, intitulado &lt;i&gt;&lt;a href="http://biodevaneios.blogspot.com/2010/12/o-caso-foxp2.html"&gt;O caso FOXP2 – quando pequenas alterações provocam grandes mudanças&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Lá é discutido um pouco sobre a história molecular evolutiva deste gene, que é associado à nossa intrínseca capacidade de falar. É oportuno lembrar as palavras de Sean B. Carroll quando ele nos diz que: &lt;i&gt;“De modo geral, a evolução segue um padrão em mosaico, com diferentes características surgindo em diferentes momentos e evoluindo em taxas distintas ao longo da história.”&lt;/i&gt; &lt;p align="justify"&gt;Sob um ponto de vista evolutivo, é evidente que fica frágil o argumento de uma droga com finalidade para terapia do Mal de Alzheimer poder gerar mudanças fisiológicas e comportamentais tão acentuadas nos primatas a pontos deles exibirem características essencialmente humanas, que são resultado de pelo menos 6 milhões de anos de transformação – tempo da divergência entre a nossa linhagem e a dos chimpanzés. Mas, também o bom senso nos diz que ninguém iria se divertir se o filme tivesse duração de 15 horas para os diretores tentarem fundamentar eventos que a natureza levou milhões de anos para moldar. &lt;p align="justify"&gt;Certamente eu deixei passar muitos outros momentos marcantes deste filme, que vale muito à pena ser assistido como uma grande obra de ficção. Caso lembrem de mais fatos interessantes comentem que nós discutiremos. &lt;p align="justify"&gt;Fico por aqui e até breve. &lt;p align="justify"&gt;* Nós também somos grandes primatas.                &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-9002957745427739542?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/9002957745427739542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=9002957745427739542&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/9002957745427739542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/9002957745427739542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2011/08/resenha-do-filme-planeta-dos-macacos.html' title='Resenha do filme Planeta dos Macacos – A Origem'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-FWYiXGOEi1Q/TlmbxkqI1HI/AAAAAAAAAQQ/ksqhiVBrw_0/s72-c/videoeba267f27aea%25255B16%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-2518172063711820316</id><published>2011-07-14T21:59:00.001-03:00</published><updated>2011-07-14T21:59:39.867-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Walter Garsteng'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação de Ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zoologia'/><title type='text'>Divulgação de ciência e a larva véliger</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="1"&gt;Por Gustavo Miranda&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Zoologia é uma das áreas mais fascinantes da Biologia. O&amp;#160; estudo da diversidade animal deslumbra o homem desde Adão (o primeiro possível taxonomista) até os zoólogos que se formam hoje em dia, passando, é claro, por Aristóteles, Darwin, Wallace e tantos outros grandes biólogos. Infelizmente, o modo como toda a informação gerada por esses pesquisadores (menos Adão e Darwin) é passada ao público é praticamente inacessível. Os artigos e monografias são publicados em uma linguagem seca, direta, sem muitos rodeios e recheada de termos técnicos muitas vezes ininterpretáveis. Além disso, o acesso aos periódicos onde esses trabalhos são publicados só é possível nas universidades e mesmo assim, nem todos os conteúdos são liberados. O que salva o público leigo desse vácuo de informação científica são os livros, vídeos e os raros blogs de divulgação científica. Porém, nem sempre foi assim.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Existiu no século XIX–XX um brilhante Biólogo Marinho chama&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-KpeHrgBLnw0/Th-Q9vBIQQI/AAAAAAAAAQE/fx_JHugfd7A/s1600-h/WalterGarstang%25255B8%25255D.jpg"&gt;&lt;img title="WalterGarstang" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="240" alt="WalterGarstang" src="http://lh5.ggpht.com/-yUfF070royo/Th-Q-LdV6aI/AAAAAAAAAQI/nMc-Fq-SWlg/WalterGarstang_thumb%25255B6%25255D.jpg?imgmax=800" width="142" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;do Walter Garsteng (1868-1949) cuja especialidade era larvas de invertebrados marinhos e as informações que esses imaturos fornecem sobre a evolução dos invertebrados. Garsteng, além de ser um proficiente cientista, tinha um dom especial em transmitir suas ideias; ele a fazia na forma de versos. Dentre os diversos poemas que escreveu se destacam (título em inglês e tradução livre): &lt;i&gt;The ballad of Veliger, or how the gastropod got its twist &lt;/i&gt;(A balada da Véliger ou Como o Gastrópode Tornou-se Torcido), &lt;i&gt;The amphiblastula and the origin of sponges&lt;/i&gt; (A Anfiblástula e a Origem das Esponjas), &lt;i&gt;Mülleria and the ctenophore &lt;/i&gt;(Mülleria e o Ctenoforo) e &lt;i&gt;Tornaria’s water-works&lt;/i&gt; (O “Trabalho Aquático” da Tornaria).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Dentre es&lt;a href="http://hoopermuseum.earthsci.carleton.ca/gastropoda/morphology2.html"&gt;&lt;img title="veliger" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="144" alt="veliger" src="http://lh3.ggpht.com/-ltATwr6uqeY/Th-Q-qvVszI/AAAAAAAAAQM/6f1WpHh7jlU/veliger%25255B6%25255D.gif?imgmax=800" width="193" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ses poemas, o mais famoso é “A balada da Véliger ou Como o Gastrópode Tornou-se Torcido”, o qual é transcrito a baixo (retirado do livro “Invertebrados” Brusca &amp;amp; Brusca, 2007). Nesse poema Garsteng relata o processo pelo qual poderia ter surgido a torção nos gastrópodes (caracóis e lesmas), sugerindo que a larva véliger utilizava tal mecanismo para se proteger de predadores. Atualmente, sabe-se que a torção do corpo desses moluscos não surgiu dessa maneira, mas para uma proposta inovadora na época, um poema é um ótimo jeito de se difundir a ideia. É extremamente raro ver um cientista escrever em versos e rimas o resulta de seu trabalho, mas essa poderia ser uma fonte de inspiração para que os pesquisadores atuais divulguem de forma mais descontraída e acessível o produto de seus tão árduos labores.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;A balada da Véliger ou Como o Gastrópode Tornou-se Torcido&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A véliger é um lépido marujo, o mais lépido do mar&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A impelir seu pequeno bote, traz de cada lado, uma roda a girar;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porém, quando o perigo ameaça seu apressado submersível, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ela pára o motor, fecha a portinhola e submerge furtivamente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A véliger testemunhou várias transformações nas pelágicas embarcações a motor;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A primeira que pilotou era nada mais do que uma antiga e lenta embarcação, com diminuta cabine à popa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um Arqueomolusco a modelou, à sua imagem e semelhança,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E, numa bolsa de manto, à sua retaguarda, ela trazia sempre guardadas suas brânquias e demais pertences.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Jovens Arqueomoluscos eram lançados ao mar despojados de tudo, a não ser um véu...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Algo como um aro, com movimento giratório próprio, a impulsioná-los, ao invés de serem transportados passivamente;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E, rodopiando cá e lá, iam um a um adquirindo feições parentais:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Concha no dorso, pé no ventre — as mais singulares das diminutas criaturas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porém, quando fortuitamente esbarravam em seus vizinhos no mar, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Celenterados com fios urticantes e artrópodes todo espinhosos, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acreditem vocês, traídos por um de seus pontos fracos, tornavam-se presas fáceis...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Expostos na dianteira, seus frágeis lobos pré-orais não podiam ser recolhidos em salvo!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O pé, vejam só, a meia-nau, próximo ao aconchegante abrigo na popa, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Recolhia-se prontamente, deixando a cabeça exposta, à mercê de todo perigo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Então, os Arqueomoluscos foram escasseando, sua linhagem definhando celeramente, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando, pasmem, chegou a salvação por um mero acidente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma legião de filhotes um dia surgiu, alvoroçado, cheia de novidades,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Anunciando que seus retratores, direito e esquerdo, eram diferentes:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Suas adriças de estibordo, fixas à popa, sozinhas, serviam à cabeça,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto aquelas fixas a bombordo espraiavam-se de través e serviam à parte posterior do corpo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Inimigos predadores, ainda perambulando à deriva em números imbatíveis,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Foram agora surpreendidos por táticas que frustaram seus planos para o jantar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ante a ameaça, suas presas sucumbiram, mas prontamente reagiram, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Recolhendo ao abrigo da concha suas partes mais brandas, vulneráveis, deixando exposto o pé com seu rígido escudo córneo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Essa manobra tática (&lt;i&gt;vide&lt;/i&gt; Lamarck) aperfeiçoou-se com a repetição, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Até que as partes envolvidas nessa artimanha adquiriram periodicidade,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E a torção, independente afora de qualquer estímulo externo, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Seguirá seu curso predeterminado, mesmo em um vidro de relógio no laboratório.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E assim foi, então, que a Véliger, triunfalmente torcida, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Adquiriu sua cabine à frente, nela abrigando seus apetrechos de navegação...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma Trocosfera, em armadura blindada, com um pé para operar a escotilha de proa,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E dupla-hélice para impulsioná-la para frente, com rapidez e prontidão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porém, quando esses novos velígeros retornaram ao lar de origem para ali aportar&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E se estabelecerem como Gatrópodes com cavidade do mando à frente, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Arqueomolusco buscou por uma fenda esconder sua vergonha e fracasso, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E, rangendo ameaçadoramente seus dentes córneos, sentiu chegada sua hora e, sucumbindo ao peso de seu revés, morreu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;Livro de Walter Garsteng - &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.amazon.com/Larval-Forms-Other-Zoological-Verses/dp/0226284239"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www.amazon.com/Larval-Forms-Other-Zoological-Verses/dp/0226284239&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;Walter Garsteng na rede social &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/pages/Walter-Garstang/120373594675377"&gt;&lt;font size="1"&gt;http://www.facebook.com/pages/Walter-Garstang/120373594675377&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para livros recentes de divulgação cientifica, acesse a seção Livros desse blog.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-2518172063711820316?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/2518172063711820316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=2518172063711820316&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/2518172063711820316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/2518172063711820316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2011/07/divulgacao-de-ciencia-e-larva-veliger.html' title='Divulgação de ciência e a larva véliger'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-yUfF070royo/Th-Q-LdV6aI/AAAAAAAAAQI/nMc-Fq-SWlg/s72-c/WalterGarstang_thumb%25255B6%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-3779514245142824886</id><published>2011-07-09T21:19:00.008-03:00</published><updated>2011-07-09T22:22:53.760-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HQ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Superpoderes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zoologia'/><title type='text'>Quadrinhos viram tema de estudo sobre zoologia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Por Gustavo Miranda&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O fanatismo por história em quadrinhos (HQ’s) somado a um amplo conhecimento em zoologia, foi a inspiração inicial do Prof. Elidiomar Ribeiro da Silva em juntar essas duas áreas aparentemente distintas em um trabalho diferente. Unindo-se a ele um aluno entusiamado (este que vos escreve) com mais duas outras pessoas fãs de HQ’s, o resultado foi o trabaho intitulado “&lt;strong&gt;Inspiração animal para superpoderes e comportamentos nos universos Marvel e DC&lt;/strong&gt;” apresentado na forma de pôster na III Jornada de Zoologia da UNIRIO. O trabalho acabou ganhando repercussão inesperada sendo tema de uma publicação do jornalista “Mutante X” no blog especializado em quadrinhos “&lt;a href="http://mutantexis.wordpress.com/" target="_blank"&gt;O X da questão&lt;/a&gt;”. Segue abaixo a parte inicial do texto que continua no próprio blog. Vale a pena conferir!&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Quadrinhos viram tema de estudo sobre zoologia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-1a0rtxAU0Pw/Thjv81RKzuI/AAAAAAAAAP8/DZOQzxi2OIg/s1600-h/her%2525C3%2525B3is%252520do%252520pain%2525C3%2525A9l%252520Inspira%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252520Animal%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img title="heróis do painél Inspiração Animal" height="142" alt="heróis do painél Inspiração Animal" src="http://lh5.ggpht.com/-vRo9vCb7wkg/Thjv91n16BI/AAAAAAAAAQA/6nTtGw8N2zY/her%2525C3%2525B3is%252520do%252520pain%2525C3%2525A9l%252520Inspira%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252520Animal_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="240" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aparentemente, animais e quadrinhos de super-heróis não tem qualquer ligação, correto? Nem tanto assim. Um grupo de alunos &lt;i&gt;(sic)&lt;/i&gt; da &lt;strong&gt;Unirio &lt;/strong&gt;(Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) desenvolveu um painel baseado na inspiração do comportamento animal para a criação de personagens de quadrinhos. Com o título &lt;strong&gt;Inspiração animal para superpoderes e comportamentos nos universos Marvel e DC&lt;/strong&gt;, os autores &lt;strong&gt;Elidiomar Ribeiro da Silva&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Gustavo Silva de Miranda&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; Rosilene Ramos Gonçalves&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt;Luci Boa Nova Coelho&lt;/strong&gt; dissertam sobre 50 personagens das duas editoras que têm seus nomes, poderes e comportamentos analisados à luz da Zoologia. Tudo com embasamento científico, claro, como manda um bom estudo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://mutantexis.wordpress.com/2011/07/08/quadrinhos-viram-tema-de-monografia-sobre-zoologia/" target="_blank"&gt;Continue lendo aqui.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-3779514245142824886?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/3779514245142824886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=3779514245142824886&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/3779514245142824886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/3779514245142824886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2011/07/quadrinhos-viram-tema-de-estudo-sobre.html' title='Quadrinhos viram tema de estudo sobre zoologia'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-vRo9vCb7wkg/Thjv91n16BI/AAAAAAAAAQA/6nTtGw8N2zY/s72-c/her%2525C3%2525B3is%252520do%252520pain%2525C3%2525A9l%252520Inspira%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252520Animal_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-5942185357815581321</id><published>2011-07-07T19:03:00.001-03:00</published><updated>2011-07-07T19:03:31.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obras'/><title type='text'>Obras infindas</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="1"&gt;por Gustavo Miranda&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-I5js-I9pzCY/ThYtL5g0wRI/AAAAAAAAAPs/USd2qLdZE_A/s1600-h/clip_image002%25255B7%25255D.jpg"&gt;&lt;img title="clip_image002" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-left: 0px; margin-right: 0px; border-bottom: 0px" height="146" alt="clip_image002" hspace="12" src="http://lh6.ggpht.com/-zHuHmtv52Do/ThYtMROG47I/AAAAAAAAAPw/Wt8F5Dwrsqo/clip_image002_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" width="213" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu não entendo nada de restauração, muito menos de marcas de tinta, piso, tijolo... Mas gostaria muito de entender por que o Palácio Guanabara passa por tantas obras de restauração? Todo dia passo em frente a esse lugar e há muito tempo que a sede do Governo está em obras. Uma rápida busca na Internet elucida um pouco a questão. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em outubro de 2009 teve início uma grande obra de restauração, onde se pretendia trocar telhado, forros, pisos, instalações elétricas e hidráulicas, além de realizar alterações para instalação de internet, pintura da fachada e adaptação para o acesso de cadeirantes. O custo inicial era de R$ 9 milhões e tinha previsão de acontecer em 12 meses. Tratando-se de um local histórico e que estava sem restauro há muitos anos, é até justificável esse investimento. Contudo, já estamos em 2011 e as obras ainda não acabaram. Previsões indicam o término em Julho, mas o custo que inicialmente era de quase dez milhões está em R$ 16 milhões. Essa parece ser mais uma daquelas obras que enchem o bolso de políticos e enriquecem presidentes e donos de empresas, algo corriqueiro em nossas vidas, como nas faraônicas Cidade da Música, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos... Enquanto isso, bombeiros e professores continuam a receber salários medíocres.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-5942185357815581321?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/5942185357815581321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=5942185357815581321&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/5942185357815581321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/5942185357815581321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2011/07/obras-infindas.html' title='Obras infindas'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-zHuHmtv52Do/ThYtMROG47I/AAAAAAAAAPw/Wt8F5Dwrsqo/s72-c/clip_image002_thumb%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-5293721544376832543</id><published>2011-06-24T23:52:00.005-03:00</published><updated>2011-06-25T00:19:50.006-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cigarra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hemiptera'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biologia'/><title type='text'>O canto da cigarra</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Para aqueles que ainda acham que as cigarras cantam até  explodir...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E para aqueles que admiram o impressionante ciclo de vida desses animais.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-a7b869f04cad4b20" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" 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href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=5293721544376832543&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/5293721544376832543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/5293721544376832543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2011/06/o-canto-da-cigarra.html' title='O canto da cigarra'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-2874713722101286557</id><published>2011-05-29T21:56:00.001-03:00</published><updated>2011-05-29T21:56:23.347-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criatividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Educação e criatividade</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;strong&gt;por Gustavo Miranda&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Educação é muito mais do que aprender a ler e a escrever. É na escola que as crianças descobrem seus talentos mais escondidos e, infelizmente, é onde elas perdem todo o seu potencial. O ensino virou uma grande receita de bolo, onde não se estimula as férteis mentes a pensar e a desenvolver o lado criativo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em dois TED’s &lt;a href="http://charlesmorphy.blogspot.com/2011/04/escolas-acabam-com-criatividade.html" target="_blank"&gt;Sir Ken Robinson&lt;/a&gt; trata brilhantemente desse assunto (com legenda em português). Vale a pena conferir.&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;object width="334" height="326"&gt;&lt;param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="bgColor" value="#ffffff"&gt;&lt;/param&gt; &lt;param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/SirKenRobinson_2006-medium.flv&amp;amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/SirKenRobinson-2006.embed_thumbnail.jpg&amp;amp;vw=320&amp;amp;vh=240&amp;amp;ap=0&amp;amp;ti=66&amp;lang;=por_br&amp;amp;introDuration=15330&amp;amp;adDuration=4000&amp;amp;postAdDuration=830&amp;amp;adKeys=talk=ken_robinson_says_schools_kill_creativity;year=2006;theme=how_the_mind_works;theme=bold_predictions_stern_warnings;theme=the_creative_spark;theme=master_storytellers;theme=how_we_learn;event=TED2006;tag=Culture;tag=children;tag=creativity;tag=dance;tag=education;tag=parenting;&amp;amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /&gt;&lt;embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="334" height="326" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/SirKenRobinson_2006-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/SirKenRobinson-2006.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=320&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=66&amp;lang=por_br&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=ken_robinson_says_schools_kill_creativity;year=2006;theme=how_the_mind_works;theme=bold_predictions_stern_warnings;theme=the_creative_spark;theme=master_storytellers;theme=how_we_learn;event=TED2006;tag=Culture;tag=children;tag=creativity;tag=dance;tag=education;tag=parenting;"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;object width="446" height="326"&gt;&lt;param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="bgColor" value="#ffffff"&gt;&lt;/param&gt; &lt;param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/SirKenRobinson_2010-medium.flv&amp;amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/SirKenRobinson-2010.embed_thumbnail.jpg&amp;amp;vw=432&amp;amp;vh=240&amp;amp;ap=0&amp;amp;ti=865&amp;lang;=eng&amp;amp;introDuration=15330&amp;amp;adDuration=4000&amp;amp;postAdDuration=830&amp;amp;adKeys=talk=sir_ken_robinson_bring_on_the_revolution;year=2010;theme=master_storytellers;theme=the_rise_of_collaboration;theme=whipsmart_comedy;theme=a_taste_of_ted2010;theme=how_the_mind_works;theme=how_we_learn;theme=the_creative_spark;event=TED2010;tag=children;tag=creativity;tag=education;tag=invention;&amp;amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /&gt;&lt;embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="446" height="326" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/SirKenRobinson_2010-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/SirKenRobinson-2010.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=865&amp;lang=eng&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=sir_ken_robinson_bring_on_the_revolution;year=2010;theme=master_storytellers;theme=the_rise_of_collaboration;theme=whipsmart_comedy;theme=a_taste_of_ted2010;theme=how_the_mind_works;theme=how_we_learn;theme=the_creative_spark;event=TED2010;tag=children;tag=creativity;tag=education;tag=invention;"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-2874713722101286557?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/2874713722101286557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=2874713722101286557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/2874713722101286557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/2874713722101286557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2011/05/educacao-e-criatividade.html' title='Educação e criatividade'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-6314002443797208374</id><published>2011-05-25T02:03:00.005-03:00</published><updated>2011-05-25T23:28:20.316-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desmatamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Código Florestal'/><title type='text'>Rumo ao fim (?)</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TdyNkWEtWVI/AAAAAAAAAPU/_yM07Fjt_xA/s1600-h/desmatamento_33.1%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img title="desmatamento_33.1" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="198" alt="desmatamento_33.1" src="http://lh5.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TdyNk-1tHaI/AAAAAAAAAPY/C-n4kI7LftU/desmatamento_33.1_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" width="198" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Foi aprovado pela Câmara dos Deputados a emenda 164 do Novo  Código Florestal (273 votos a favor, 182 contra e 2 abstenções). A Emenda 164, de autoria do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) e colaboradores, libera plantações e pastos feitos em áreas de preservação permanente (APPs) até julho de 2008. Na prática ela anistia quem desmatou, o que não é aceito pelo governo segundo a presidente Dilma Rousseff. Além disso, a emenda transfere para os estados, em conjunto com a União, legislar sobre o meio ambiente. Dessa forma, os estados terão autonomia para criar e executar seus programas de regularização para as áreas de preservação.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tal legislação ainda passará pelas mãos do Senado e, caso não sofra nenhuma alteração, pelas mãos da presidente, cabendo a ela aprovar ou vetar a decisão. Quanto a nós, só nos resta esperar que o mínimo de sanidade mental dessas pessoas não deixe esse absurdo sair do papel.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="text-align: justify;"&gt;Ouça a rádio câmara.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;embed src="http://www.4shared.com/embed/609707439/e74dd7f3" width="320" height="200" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mais informações:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/MEIO-AMBIENTE/197553-CAMARA-APROVA-MUDANCA-EM-REGRAS-SOBRE-APPS-NO-TEXTO-DO-CODIGO-FLORESTAL.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/MEIO-AMBIENTE/197553-CAMARA-APROVA-MUDANCA-EM-REGRAS-SOBRE-APPS-NO-TEXTO-DO-CODIGO-FLORESTAL.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/05/base-contraria-governo-e-aprova-emenda-polemica-do-codigo-florestal.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/05/base-contraria-governo-e-aprova-emenda-polemica-do-codigo-florestal.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/05/24/camara-aprova-texto-base-do-novo-codigo-florestal-deputados-podem-votar-destaques-que-mudam-projeto.jhtm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/05/24/camara-aprova-texto-base-do-novo-codigo-florestal-deputados-podem-votar-destaques-que-mudam-projeto.jhtm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/plantao/10,3323205,Deputados-aprovam-emenda-que-modifica-novo-Codigo-Florestal.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/plantao/10,3323205,Deputados-aprovam-emenda-que-modifica-novo-Codigo-Florestal.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-6314002443797208374?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/6314002443797208374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=6314002443797208374&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/6314002443797208374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/6314002443797208374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2011/05/rumo-ao-fim.html' title='Rumo ao fim (?)'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TdyNk-1tHaI/AAAAAAAAAPY/C-n4kI7LftU/s72-c/desmatamento_33.1_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-3873045469945550457</id><published>2011-05-24T19:53:00.001-03:00</published><updated>2011-05-24T19:53:19.392-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Professor'/><title type='text'>Educação e indignação</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;strong&gt;Por Gustavo Miranda&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A educação pública no Brasil é precária e todos (menos os políticos) sabem muito bem das condições que alunos e professores estão expostos. Não é a toa que o Brasil é um dos piores países em rendimento escolar no mundo, não é a toa que crianças chegam ao 6º ano sem saber ler e escrever. Quem é professor ou conhece alguém que assumiu essa tão imprestigiada profissão, sabe bem que o péssimo rendimento escolar dos alunos não é devido à má qualificação desses profissionais. Muito pelo contrário, em diversas escolas públicas existe pessoal com especialização, mestrado e doutorado, e estes recebem um salário baixíssimo para ficar o dia inteiro engolindo giz e desaforo de alunos mal educados. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sob esta e muitas outras indignações, a professora Amanda Gurgel silenciou deputados em uma audiência pública no Rio Grande do Norte. Vale a pena conferir o depoimento de quem vive na pele o sacrifício da profissão que era para ser a mais valorizada em qualquer país.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;div class="wlWriterEditableSmartContent" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:5ff29c94-796a-4262-b690-8290ab97b7c3" style="padding-right: 0px; display: inline; padding-left: 0px; float: none; padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-top: 0px"&gt;&lt;div id="b411a6f1-380a-4915-bb52-05f67fb2fdb4" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7iJ0NQziMrc&amp;amp;feature=share" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/Tdw23tJTT7I/AAAAAAAAAPQ/hWLWJqVq-uU/video4679ab0fd374%5B3%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('b411a6f1-380a-4915-bb52-05f67fb2fdb4'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/7iJ0NQziMrc&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/7iJ0NQziMrc&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-3873045469945550457?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/3873045469945550457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=3873045469945550457&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/3873045469945550457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/3873045469945550457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2011/05/educacao-e-indignacao.html' title='Educação e indignação'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/Tdw23tJTT7I/AAAAAAAAAPQ/hWLWJqVq-uU/s72-c/video4679ab0fd374%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-8272257605394007325</id><published>2011-03-22T18:19:00.001-03:00</published><updated>2011-03-22T18:19:55.603-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mijões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carnaval'/><title type='text'>Um empurrão nos desavisados</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="1"&gt;Por Gustavo Miranda&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O carnaval passou e fica&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TYkScsKQ4eI/AAAAAAAAAPA/eGXHmTcyzNc/s1600-h/clip_image002%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img title="clip_image002" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-left: 0px; margin-right: 0px; border-bottom: 0px" height="121" alt="clip_image002" hspace="12" src="http://lh5.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TYkSdOhTvJI/AAAAAAAAAPE/tbbErzzIDv4/clip_image002_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="196" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;m as lembranças dos desfiles, dos sambas, dos blocos, das festas e o desagradável cheiro de xixi. Mesmo com esforço da prefeitura do Rio em colocar banheiros químicos nas ruas, parece que não foi suficiente para o número de foliões mijões. Olhando a proporção número de banheiros químicos X número de mijões, é até explicável (não justificável) que tenha se formado piscinas de urina em algumas partes da cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TYkSd8H55OI/AAAAAAAAAPI/rwgj3187gcw/s1600-h/clip_image004%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img title="clip_image004" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-left: 0px; margin-right: 0px; border-bottom: 0px" height="145" alt="clip_image004" hspace="12" src="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TYkSeX8Mk0I/AAAAAAAAAPM/xNdl0QfO2ww/clip_image004_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="228" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O problema é que mijar na rua virou um hábito para os cariocas (&lt;a href="http://rioquemoranomar.blogspot.com/2011/02/fazendo-xixi-na-rua.html"&gt;um histórico do xixi no Rio&lt;/a&gt;) e é muito fácil ver pessoas indo para o trabalho, parar em árvores e regá-la com suas excretas. Não que isso seja ruim para as plantas, o nitrogênio da urina em quantidade moderada é reaproveitado, mas é ruim para todos os que passam pelo local depois, por causa do mau cheiro. Será que o indivíduo não consegue se segurar até algum lugar que tenha um mísero vaso sanitário? O pior é que após a realização da estréia de um lugar como banheiro público, várias pessoas começam a usá-lo da mesma forma e o fudum só aumenta. Esse odor característico é de amônia, o produto resultante da ação de bactérias com a urina. Essa mesma reação pode ser muito bem aproveitada na &lt;a href="http://www.iverdes.com.br/2010/05/tijojo-ecologico-de-areia-com-xixi-e.html"&gt;confecção de tijolos&lt;/a&gt;, onde se mistura areia, xixi e as tais bactérias. Então, uma solução talvez fosse estimular essas pessoas a andarem com uma garrafa para armazenar todo o xixi que fariam na rua. Depois é só eles venderem para alguma xixi-olaria.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Porém, existe outra solução que gostaríamos de lançar agora. É a campanha &lt;b&gt;“Empurrão no Mijão”&lt;/b&gt;. Simplesmente quando você vir alguém fazendo xixi na rua chegue por trás dela sem ser percebido e dê um empurrão. Obviamente a pessoa vai se mijar toda, e é justamente essa a intenção. Não vai ser nada agradável para ela chegar no trabalho, na escola ou na faculdade fedendo a xixi e com a calça molhada. Dessa forma, esse sujeito dificilmente vai repetir o ato. Uma sugestão é que se saiba correr rápido, para caso haja alguma reação, você estar longe quando o meliante se recuperar do susto. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Caso você ache a campanha acima um pouco arriscada, nós estimulamos o protesto do “&lt;b&gt;Ôô mijão&lt;/b&gt;”. Nesta, já amplamente conhecida, você só tem que dar um alto grito com os dizeres anteriores, e fazer com que a pessoa que está tirando água do joelho, se sinta constrangida por realizar tal ato na rua à vista de todos. Com ações como essa, quem sabe um dia, conseguiremos extinguir essa massa de mijões sem noção.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-8272257605394007325?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/8272257605394007325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=8272257605394007325&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/8272257605394007325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/8272257605394007325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2011/03/um-empurrao-nos-desavisados.html' title='Um empurrão nos desavisados'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TYkSdOhTvJI/AAAAAAAAAPE/tbbErzzIDv4/s72-c/clip_image002_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-3293106873726424778</id><published>2011-02-20T22:39:00.001-03:00</published><updated>2011-02-20T22:39:09.233-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carnaval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Darwin'/><title type='text'>Samba para o Mistério da Vida</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;strong&gt;Por Gustavo Miranda&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Neste ano de 20&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TWHCNwTXraI/AAAAAAAAAO4/YZoN3-OozHY/s1600-h/clip_image002%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img title="clip_image002" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-left: 0px; margin-right: 0px; border-bottom: 0px" height="143" alt="clip_image002" hspace="12" src="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TWHCOl6nNqI/AAAAAAAAAO8/khazDU_VwTY/clip_image002_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="166" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;11 o carnaval carioca vai trazer à avenida do samba uma das mais ilustres figuras da ciência: Charles Darwin. A escola União da Ilha vai desfilar com o samba-enredo “Mistério da Vida” e vai fazer uma viagem no tempo para contar a evolução das espécies e as viagens do naturalista inglês. Infelizmente, a agremiação foi uma das escolas que mais se prejudicou com o incêndio que acometeu a cidade do samba, mas, de qualquer forma, a ciência será levada à Marquês de Sapucaí de uma forma mais descontraída. Segue abaixo o samba-enredo da escola.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;Mistério da Vida &lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;font size="1"&gt;Autores: Gugu das Candongas, Marquinhus do Banjo, João Paulo, Márcio André Filho, Arlindo Neto e Ito Melodia&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Minha alegria vai girar o mundo     &lt;br /&gt;Aventureira vai cruzando o mar      &lt;br /&gt;Trazendo Darwin na memória      &lt;br /&gt;Mais uma história vou desvendar      &lt;br /&gt;Um relicário de beleza natural      &lt;br /&gt;É o esplendor do carnaval      &lt;br /&gt;Que maravilha, nessa terra vou desembarcar      &lt;br /&gt;O show da Ilha vai começar&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;No fundo do mar eu vi brotar     &lt;br /&gt;Se multiplicar a vida      &lt;br /&gt;Mistérios vão se revelar      &lt;br /&gt;Nas águas que vão me levar… a caminhar&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;A terra abriu um sorriso     &lt;br /&gt;E o paraíso vai me ver chegar      &lt;br /&gt;Seres estão antenados      &lt;br /&gt;Pequenos alados bailando no ar      &lt;br /&gt;Lindos animais na passarela      &lt;br /&gt;E lá no céu, a mais linda aquarela      &lt;br /&gt;Do alto surgiu diferente      &lt;br /&gt;Não sei se é bicho, não sei se é gente?      &lt;br /&gt;Somos frutos do mesmo lugar      &lt;br /&gt;A árvore da vida vamos preservar&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Hoje eu quero brindar… com a Ilha     &lt;br /&gt;Nessa avenida dos sonhos brilhar      &lt;br /&gt;O meu amanhã, só Deus saberá      &lt;br /&gt;A vida vamos celebrar&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Por essa última estrofe, Darwin deve ter se remexido no caixão. Que a seleção natural não atue negativamente sobre a União da Ilha.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-3293106873726424778?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/3293106873726424778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=3293106873726424778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/3293106873726424778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/3293106873726424778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2011/02/samba-para-o-misterio-da-vida.html' title='Samba para o Mistério da Vida'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TWHCOl6nNqI/AAAAAAAAAO8/khazDU_VwTY/s72-c/clip_image002_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-2527237157140536726</id><published>2011-01-29T21:05:00.002-02:00</published><updated>2011-01-29T21:07:55.786-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luiz Paulo Horta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Orchidacea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><title type='text'>As orquídeas de Horta</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span &gt;Por Gustavo Miranda&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A mídia escrita é um meio responsável por causar enorme influência na população. Os jornais, as revistas, os livros e a Internet formam a opinião e moldam a cabeça de milhares de pessoas. Os autores que neles escrevem têm a grande oportunidade de passar informações úteis e corretas ao público. Porém, não é sempre que isso acontece, principalmente quando se entra no campo da ciência.  &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No dia 26 de dezembro de 2010 saiu uma crônica no jornal O Globo de Luiz Paulo Horta com o título “Sobre a existência de Deus” (&lt;a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2010/12/sobre-existencia-de-deus-luiz-paulo.html"&gt;http://sergyovitro.blogspot.com/2010/12/sobre-existencia-de-deus-luiz-paulo.html&lt;/a&gt;). O autor é jornalista, crítico musical e ocupa cadeira na Academia Brasileira de Letras. Porém, ao que parece, seu vasto conhecimento sobre música e literatura não se estende ao campo da biologia, em especial a Biologia Evolutiva.  &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nessa crônica o autor trata muito superficialmente da histórica discussão entre Ciência &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt; Religião. Porém, aqui o foco principal não será esse tema, mas sim o que diz respeito a essa passagem de seu texto:  &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;“Pense em certas manifestações da natureza – por exemplo, o mundo das flores. A mim, pessoalmente, emociona e deslumbra o verificar que em cada flor, alguém ou alguma coisa estava em busca da perfeição. Em todas elas, sem exceção, vê-se a procura do detalhe que, segundo Goethe, traía a presença do gênio. Nenhuma delas – muito menos a orquídea – dá impressão de ser fruto do acaso, o resultado de uma série de adaptações. E o que você pode dizer de uma aplica-se a dezenas, a centenas, a milhares. Nessa espantosa proliferação de beleza, não há algo a mais do que o acaso? Mas se, daí você quiser extrair uma verdade científica, fracassará lamentavelmente&lt;b&gt;.&lt;/b&gt; Porque o cientista quererá discutir flor a flor; a cada uma, aplicará métodos de raciocínio que se afastam de uma intuição generalizante.” &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O mundo das flores citado pelo autor, assim como qualquer outro rei&lt;a href="http://orquidea.base33.net/galeria/albums/userpics/10001/ressupinacao-b.jpg"&gt;&lt;img title="clip_image002" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-left: 0px; margin-right: 0px; border-bottom: 0px" height="211" alt="clip_image002" hspace="12" src="http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TUSdA4ZCQ8I/AAAAAAAAAOo/pTaIYM6xOFA/clip_image002%5B6%5D.jpg?imgmax=800" width="151" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;no da natureza (dos animais, dos fungos, das bactérias, dos protozoários, dos vírus) está submetido ao mesmo processo de sobrevivência, que é a seleção natural. Talvez qualquer pessoa com a mínima sensibilidade, se emociona ao observar os detalhes das flores de uma orquídea, e um conhecimento um pouco mais profundo em evolução consegue explicar as inúmeras adaptações que sua flor passou e passa até atingir tal forma. Como exemplo, tem-se o fenômeno da ressupinação, que é muito comum na família Orchidacea chegando a ser considerada uma das características diagnósticas do grupo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ressupinação é o fenômeno no qual os botões florais das orquídeas fazem um giro de 180º no eixo do pecíolo, como mostra o desenho B da figura ao lado. Isso faz com que a pétala que estava na região dorsal vá para a região ventral. Quando os botões se abrem, essa pétala (que é chamada de labelo) revela sua coloração diferenciada e vistosa, o que atrai insetos que polinizam as flores.  &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apesar de ainda não existir nenhuma sugestão formal, pode-se pressupor o processo pelo qual a ressupinação surgiu. Provavelmente havia uma população de orquídeas ancestrais que floresciam normalmente, sem sofrer rotação alguma de seu eixo. Considerando que a coloração chamativa do labelo já existia, em algum período durante o processo evolutivo da planta, surgiu, de forma aleatória, uma mutação que fez com as flores de parte da população realizassem um pequeno giro, expondo a coloração chamativa da pétala mais que as outras da população. Aquelas que chamavam mais atenção dos polinizadores tiveram maior sucesso que aquelas que não chamavam tanta atenção, uma vez que eram mais polinizadas e deixavam maior quantidade de descendentes. Logo, essa característica se espalhou pela população se tornando comum. Porém, rotações cada vez maiores surgiram durante o processo evolutivo dessa família, fazendo com que as que expunham mais a coloração chamativa, atraiam mais polinizadores e obtinham maior sucesso reprodutivo. E isso foi ocorrendo até as pétalas alcançarem a conformação que conhecemos hoje. E não para por aí. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TUSdChMyJuI/AAAAAAAAAOs/BQ4NFV_13qg/s1600-h/clip_image004%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img title="clip_image004" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-left: 0px; margin-right: 0px; border-bottom: 0px" height="212" alt="clip_image004" hspace="12" src="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TUSdGI6-ogI/AAAAAAAAAOw/rl5_vhe2Q5U/clip_image004_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" width="141" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Muitas espécies de orquídeas além de ter coloração vistosa, produzem odores que confundem seus polinizadores ao produzir cheiro igual ao da fêmea, como a &lt;i&gt;Ophrys speculum &lt;/i&gt;(figura ao lado). O macho, atraído pelo feromônio extremamete parecido com o da fêmea, parte para seu encontro. Ao chegar no local de origem do odor, ele copula com a flor polinizando a planta. Aplicando o mesmo raciocínio que na ressupinação, o odor parecido com o da fêmea do besouro produzido pela &lt;i&gt;Ophrys speculum &lt;/i&gt;provavelmente surgiu ao acaso, e aquela planta com maior atrativos para os polinizadores obteve maior sucesso que aquelas que não produziam. Daí em diante o processo continuou até surgir populações que produziam o feromônio mais semelhante com o original.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Com isso, percebe-se que o que se aplica a um gênero de orquídea, como a ressupinação, se aplica a todos da família, uma vez que essa foi uma característica que surgiu no ancestral e se espalhou por todos os descendentes. Dessa forma, não há a necessidade de se “explicar flor a flor”, como disse o autor, já que a quantidade de gêneros e espécies de uma família pode chegar a dezenas ou centenas. De fato, cada espécie traz consigo uma história particular de sua trajetória evolutiva, como no caso da &lt;i&gt;Ophrys speculum&lt;/i&gt;. Mas, de forma geral, Darwin deixou muito bem explicado para aqueles que tivessem o interesse em descobrir como surgiu toda diversidade que hoje conhecemos, que não existe melhor intuição generalizante que a seleção natural. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span &gt;Referência Bibliográfica&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.univie.ac.at/HBV/blog/pdf/Evolution%20of%20resupination%20in%20Malagasy%20species%20of%20Bulbophyllum.pdf"&gt;&lt;span &gt;Fischer &lt;i&gt;et al&lt;/i&gt;, 2007. Evolution of resupination in Malagasy species of &lt;i&gt;Bulbophyllum &lt;/i&gt;(Orchidaceae).&lt;b&gt;Molecular and Phylogenetics and Evolution&lt;/b&gt; 45, 358-376.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span &gt;Sugestão:&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://ag.arizona.edu/pubs/general/resrpt2003/article7_2003.pdf"&gt;&lt;span &gt;McGinley, 2003. The co-evolution of a beetle and a plant. DNA evidence shoes suvival of ancient association. &lt;b&gt;Agricultural Experiment Station Research Report&lt;/b&gt;, 14-15&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-2527237157140536726?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/2527237157140536726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=2527237157140536726&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/2527237157140536726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/2527237157140536726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2011/01/as-orquideas-de-horta.html' title='As orquídeas de Horta'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TUSdA4ZCQ8I/AAAAAAAAAOo/pTaIYM6xOFA/s72-c/clip_image002%5B6%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-4491314608810892273</id><published>2010-12-25T23:07:00.002-02:00</published><updated>2011-01-04T20:24:58.485-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espirito natalino'/><title type='text'>Espírito Natalino</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span &gt;Por Carine Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É Nata!! Natal é um tempo de paz, perdão, amor... É o dia &lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/TSOeA8veN9I/AAAAAAAAAOY/G74UIsV2VV8/s200/Sad-Santa.jpg" style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 114px; height: 130px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558460104247752658" /&gt;do ano  em que as famílias se reúnem, que as mulheres se unem para fazer a ceia mais farta e gostosa, que os homens arrastam móveis, penduram enfeites e preparam as melhores estórias para serem contadas à mesa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Hum... Será mesmo?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Primeiro de tudo, eu nunca entendi isso de espírito natalino. Dizem por aí que é porque no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, filho de Deus, que veio para nos salvar. O Natal é tão importante para as pessoas que se alguém fica doente, sofre um acidente ou morre nesse dia, os outros logo falam "Nossa, coitada da família dele(a)! Foi acontecer logo no Natal!". O que eu não entendo é porque esse espírito natalino bondoso não está presente durante todo o ano. Tivemos que arrumar uma data que agregasse comida, sobremesas, vinho e presentes para que mudássemos alguma coisa, pelo menos em um mísero momento do ano.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas aí eu vou ter que repetir: Hum... Será mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Natal, para muitas pessoas, passou a ser uma data que vai te trazer só aquela dor nas costas à noite. O dia em que você trabalha, briga com os parentes, se irrita porque as lojas não estão abertas. O Natal ainda é um dia em que você tem rancor de coisas que já passaram. Ainda é o dia que você se irrita se é mal atendido em um restaurante. E você ainda xinga aquele motorista que está a 60km/h na Linha Vermelha.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que eu quero dizer é que nada mudou. Muito pouca gente se lembra do que é realmente comemorado hoje, o que está além dos presentes, da rabanada e do pavê. Eu disse no início que não entendia esse negócio de espírito natalino. Mas agora eu penso que o Natal é a maior esperança de fazer com que as coisas mudem realmente. Se o espírito natalino fosse real, e não essa encenação de "hoje eu to bonzinho", e se levasse em consideração os ideais Daquele de quem hoje é o dia, então toda essa festividade teria um fundamento. As pessoas precisam de uma motivação para serem boas, pois que venha o Natal!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um Feliz Natal! Sem brigas, sem rancor, sem nervosismo, sem impaciência e, acima de tudo, sem encenação. Além do tradicional "saúde e paz", desejo a todos uma "boa mudança".&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-4491314608810892273?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/4491314608810892273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=4491314608810892273&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/4491314608810892273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/4491314608810892273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2010/12/espirito-natalino.html' title='Espírito Natalino'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/TSOeA8veN9I/AAAAAAAAAOY/G74UIsV2VV8/s72-c/Sad-Santa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-7587003012901301642</id><published>2010-12-19T21:29:00.001-02:00</published><updated>2010-12-19T21:33:45.196-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seleção positiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biologia Molecular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FOXP2'/><title type='text'>O caso FOXP2</title><content type='html'>&lt;h5&gt;&lt;b&gt;&lt;font size="3"&gt;Quando pequenas alterações provocam grandes mudanças&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="1"&gt;Por Bruno Tinoco Nunes&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quando as sequências dos genomas de humanos &lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TQ6VMDvQQ_I/AAAAAAAAAMg/5l_-ytUEInw/s1600-h/chimpanze%5B8%5D.jpg"&gt;&lt;img title="chimpanze" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="239" alt="chimpanze" src="http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TQ6VM-CgsUI/AAAAAAAAAMo/-3b9Ok9XiIM/chimpanze_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800" width="240" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e chimpanzés foram comparadas, um fato incômodo emergiu: nossas cópias de DNA são 99% idênticas às deles. Das 3 bilhões de letras que compõem o genoma humano, apenas 15 milhões - menos de 1% - passaram por mudanças em aproximadamente 6 milhões de anos, desde que as linhagens de humanos e chimpanzés divergiram&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A genética evolutiva nos mostra que a vasta maioria dessas mudanças tem pouco ou nenhum efeito em nossa biologia. Mas, em algum lugar nessa base aproximada de 15 milhões de variações estão as diferenças que nos fazem humanos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A aceleração na taxa de mudança em alguma parte do genoma evidencia seleção positiva, situação em que mutações que auxiliem um organismo a sobreviver e se reproduzir têm mais chances de serem transmitidas às futuras gerações. Em outras palavras, aquelas regiões do genoma que passaram pelas maiores modificações, desde a separação entre chimpanzés e humanos, são as sequências que mais provavelmente moldaram a espécie humana. O gene FOXP2, associado à linguagem, é um exemplo&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A linguagem articulada é uma característica exclusivamente humana e provavelmente foi o principal fator que impulsionou o desenvolvimento da cultura em nossa espécie. A habilidade para falar depende de capacidades como controle da laringe e da boca, cujo potencial se encontra ausente entre os chimpanzés e outros primatas. O gene FOXP2 se mostrou de extrema relevância para a habilidade humana de falar. Pessoas que nascem com uma mutação neste gene sofrem distúrbios de fala, compreensão e processamento de linguagem&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O gene FOXP2 é um tipo de fator de transcrição, isto é, seu papel está em colaborar na regulação da expressão de outros genes&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;. Em comparação a outros primatas, o FOXP2 humano exibe duas alterações cruciais em um domínio conservado evolutivamente na sequência de amino&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TQ6VOOdkrJI/AAAAAAAAAMw/ktpiJZpg-Ls/s1600-h/bebes%20conversando%5B13%5D.jpg"&gt;&lt;img title="bebes conversando" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="179" alt="bebes conversando" src="http://lh5.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TQ6VOzLPdUI/AAAAAAAAAM4/owdUYgCEngg/bebes%20conversando_thumb%5B11%5D.jpg?imgmax=800" width="237" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ácidos oriunda deste gene. Estudos recentes compararam a atividade das proteínas codificadas pelo FOXP2 humano e pelo FOXP2 de chimpanzé e verificaram que elas acionam cascatas diferentes de genes, apesar de suas sequências diferirem em apenas dois aminoácidos. Embora pareça sutil, essa mudança na sequência de eventos pode ser suficiente para levar ao desenvolvimento de um sistema de linguagem única nos humanos, associada à capacidade de falar&lt;sup&gt;5,6,7&lt;/sup&gt;.&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Apesar da grande proximidade evolutiva entre os grupos de primatas, os seres humanos apresentam notórias peculiaridades, sendo a linguagem uma das mais marcantes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TQ6VP6xhKeI/AAAAAAAAANA/wjoX6tr2sMc/s1600-h/clip_image002%5B5%5D%5B8%5D.jpg"&gt;&lt;img title="clip_image002[5]" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-left: 0px; margin-right: auto; border-bottom: 0px" height="176" alt="clip_image002[5]" src="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TQ6VRNewVyI/AAAAAAAAANI/ewgwTsAl1gw/clip_image002%5B5%5D_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800" width="446" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Árvore gerada no programa MEGA&lt;sup&gt;8&lt;/sup&gt; pelo método Neighbour Joining. Os números próximos aos nós dos ramos representam valores de bootstrap. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A sequência em questão está presente em vários outros grupos de vertebrados, desde aves e répteis até em peixes, com raras alterações na sequência de aminoácidos, sendo esta bastante conservada em quase todos esses organismos. Em humanos, no entanto, análises bioinformáticas indicaram mudanças aceleradas e pontuais de valor significativo na função biológica do gene. Tal fato fez com que este fator de transcrição pudesse atuar na regulação de diferentes genes se comparado à atuação da sequência ortóloga em chimpanzés, ou seja, a mesma região do genoma que um dia foi compartilhada por um ancestral comum.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Desta forma, podemos concluir que durante os cerca de 6 milhões de anos desde que a nossa linhagem divergiu da dos chimpanzés, FOXP2 acumulou mudanças que, ao lado de outras não menos relevantes, moldaram a espécie humana como a conhecemos. Possivelmente este gene sofreu seleção positiva porque o ato de nos comunicarmos por uma linguagem articulada conferiu aos nossos antepassados uma grande vantagem em relação aos que nos eram contemporâneos, permitindo que a sequência em questão pudesse acumular um maior número de mutações e estas fossem rapidamente se espalhando entre as populações de hominídeos. FOXP2 é um exemplo de como pequenas alterações no genoma dos organismos podem torná-los tão diferentes quando comparados a grupos próximos.&lt;/p&gt;  &lt;h6&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;strong&gt;Referências bibliográficas&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h6&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;1. &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Chimpanzee%20Sequencing%20and%20Analysis%20Consortium%22%5BCorporate%20Author%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Chimpanzee Sequencing and Analysis Consortium&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;. Initial sequence of the chimpanzee genome and comparison with the human genome. &lt;/font&gt;&lt;a href=""&gt;&lt;font color="#000000"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;i&gt;Nature&lt;/i&gt;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="1"&gt; 2005 Sep 1;437(7055):69-87.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;2. Zhang J, David M. Webb and Podlaha O. Accelerated Protein Evolution and Origins of Human-Specific Features: FOXP2 as an Example. &lt;i&gt;Genetics&lt;/i&gt; 162: 1825–1835 (December 2002)&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;3. Konopka G, Bomar JM, Winden K, Coppola G, Jonsson ZO, Gao F, Peng S, Preuss TM, Wohlschlegel JA, and Geschwind DH. Human-Specific Transcriptional Regulation of CNS Development Genes by FOXP2. &lt;i&gt;Nature&lt;/i&gt; 2009 November 12; 462(7270): 213–217. doi:10.1038/nature08549.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;4. Teramitsu I, Poopatanapong A, Torrisi S, White SA (2010) Striatal FoxP2 Is Actively Regulated during Songbird Sensorimotor Learning. &lt;i&gt;PLoS ONE&lt;/i&gt; 5(1): e8548. doi:10.1371/journal.pone.0008548&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;5. &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Enard%20W%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Enard W&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;, &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Przeworski%20M%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Przeworski M&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;, &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Fisher%20SE%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Fisher SE&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;, &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Lai%20CS%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Lai CS&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;, &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Wiebe%20V%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Wiebe V&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;, &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Kitano%20T%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Kitano T&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;, &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Monaco%20AP%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Monaco AP&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;, &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22P%C3%A4%C3%A4bo%20S%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Pääbo S&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;. Molecular evolution of FOXP2, a gene involved in speech and language. &lt;i&gt;&lt;a href=""&gt;Nature.&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; 2002 Aug 22;418(6900):869-72. Epub 2002 Aug 14.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;6. &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Coop%20G%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Coop G&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;, &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Bullaughey%20K%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Bullaughey K&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;, &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Luca%20F%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Luca F&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;, &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Przeworski%20M%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Przeworski M&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;. The timing of selection at the human FOXP2 gene. &lt;i&gt;&lt;a href=""&gt;Mol Biol Evol.&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; 2008 Jul;25(7):1257-9. Epub 2008 Apr 15.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;7. &lt;/font&gt;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Lieberman%20P%22%5BAuthor%5D"&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;Lieberman P&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;. FOXP2 and Human Cognition.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;a href=""&gt;Cell.&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; 2009 May 29;137(5):800-2.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#000000" size="1"&gt;8. Tamura, K., Dudley, J., Nei, M. and Kumar, S. (2007) Mega4: Molecular Evoltionary Genetics Analysis (Mega) Software Version 4.0. &lt;i&gt;Mol. Biol. Evol.&lt;/i&gt; 24, 1596-1599.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-7587003012901301642?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/7587003012901301642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=7587003012901301642&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/7587003012901301642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/7587003012901301642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2010/12/o-caso-foxp2.html' title='O caso FOXP2'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TQ6VM-CgsUI/AAAAAAAAAMo/-3b9Ok9XiIM/s72-c/chimpanze_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-4006383954666745026</id><published>2010-10-02T22:42:00.001-03:00</published><updated>2010-10-02T22:42:09.581-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições'/><title type='text'>Eleições</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TKffbWw4k-I/AAAAAAAAAJ8/uPF6_4JN6Rw/s1600-h/clip_image001%5B1%5D%5B11%5D.jpg"&gt;&lt;img title="clip_image001[1]" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-left: 0px; margin-right: auto; border-bottom: 0px" height="218" alt="clip_image001[1]" hspace="12" src="http://lh4.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TKffcJ783uI/AAAAAAAAAKA/87VLoRqwzQU/clip_image001%5B1%5D_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800" width="316" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Bom domingo a todos!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-4006383954666745026?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/4006383954666745026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=4006383954666745026&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/4006383954666745026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/4006383954666745026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2010/10/eleicoes.html' title='Eleições'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/TKffcJ783uI/AAAAAAAAAKA/87VLoRqwzQU/s72-c/clip_image001%5B1%5D_thumb%5B9%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-7776999409979142237</id><published>2010-07-08T16:49:00.001-03:00</published><updated>2010-07-08T16:49:18.290-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='von Linné'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciencia'/><title type='text'>Pensamentos e Pensadores</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;O que sabemos é uma mínima parte do que ignoramos.&lt;/p&gt;    &lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carolus_Linnaeus"&gt;von Linné&lt;/a&gt;, 1735&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-7776999409979142237?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/7776999409979142237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=7776999409979142237&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/7776999409979142237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/7776999409979142237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2010/07/pensamentos-e-pensadores.html' title='Pensamentos e Pensadores'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-5954434907188168443</id><published>2010-04-18T22:33:00.001-03:00</published><updated>2010-04-18T22:33:28.944-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jean Perrin'/><title type='text'>Pensamentos e Pensadores</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;A chave para o avanço da ciência está em explicar a complexidade visível por meio de alguma simplicidade invisível.&lt;/p&gt;    &lt;p align="right"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;    &lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://www.answers.com/topic/jean-baptiste-perrin" target="_blank"&gt;Jean Perrin&lt;/a&gt;, físico francês, ganhador do Prêmio Nobel de 1926&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-5954434907188168443?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/5954434907188168443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=5954434907188168443&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/5954434907188168443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/5954434907188168443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2010/04/pensamentos-e-pensadores.html' title='Pensamentos e Pensadores'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-1965473916849081579</id><published>2010-04-07T22:22:00.001-03:00</published><updated>2010-04-07T23:00:39.919-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caos urbano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Chuva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Enchente'/><title type='text'>Ensaio sobre a cegueira</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;font size="1"&gt;Por Gustavo Miranda&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;“Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;José Saramago&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O título desse texto é referente a uma das grandes obras do escritor português José Saramago, que usa a cegueira para demonstrar, entre outras coisas, “que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso”. Para quem não teve contato com a história, abaixo segue o trailer do filme para se ter uma idéia do que se passa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;div class="wlWriterEditableSmartContent" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:197c4809-1148-4461-944b-635b2d2ab373" style="padding-right: 0px; display: block; padding-left: 0px; float: none; padding-bottom: 0px; margin: 0px auto; width: 425px; padding-top: 0px"&gt;&lt;div id="f6fb1b2a-68eb-44c8-90e6-9536e5d4d564" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6wyj1V-aKVc" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S70v36GOy9I/AAAAAAAAAJg/8-LiHTBrUyI/video6d2024993c99%5B6%5D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('f6fb1b2a-68eb-44c8-90e6-9536e5d4d564'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/6wyj1V-aKVc&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/6wyj1V-aKVc&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Minha intenção não é escrever uma resenha do livro ou tecer comentários a respeito do filme de Fernando Meirelles. Venho aqui apenas colocar um fio de cabelo para fora do mar de injustiças que inunda nossa sociedade, na tentativa de denunciar o que há tempos é conhecido: o descaso a que os cidadãos da cidade do Rio de Janeiro são submetidos devido à infindável falta de vergonha na cara de nossos governantes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na história de Saramago, as pessoas ficam cegas por uma doença misteriosa e contagiosa. Os personagens não possuem nome, e gradativamente todos vão perdendo a visão após contato uns com os outros. Incrivelmente, essa realidade é muito parecida com a que vivemos hoje, porém, no nosso mundo os cegos possuem nome e são chamados conjuntamente de eleitores. Somos nós quem colocamos essa forja de corruptos no poder e fingimos não ver o dinheiro dos impostos passar por debaixo dos panos e cair na conta deles; fortunas viajando em meias, cuecas e malas de sem-vergonhice; verbas de escolas e hospitais sendo usadas para construir mansões e castelos; e benefícios, quando acontecem, sempre ocorrendo em bairros privilegiados e de grande visibilidade pela mídia. Enquanto isso o resto da cidade se torna o exemplo de caos sempre que uma chuva mais forte cai.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;De forma semelhante à obra, essa cegueira é contagiosa, porém no nosso caso ela é ainda mais grave por ser crônica. Várias são as gerações que vêem a Praça da Bandeira virar mar, Marechal Hermes ficar debaixo d’água, encostas por toda a cidade desabarem matando dezenas e por vezes centenas de pessoas, e nunca nada muda. Em época de eleição promessas invadem nossas casas, porém passada a votação, é a velha e conhecida água que volta a inundar os lares.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No conto de Saramago, a falta de visão faz com que a população viva na desordem e na sujeira, algo não muito diferente do que vemos em nosso dia a dia. Os cidadãos dessa cidade acometidos por cegue&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S70v5PM5UQI/AAAAAAAAAJY/a0P65P6Wdfc/s1600-h/CHUVA%20RIO%2006-04-2010%20%282%29%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img title="CHUVA RIO 06-04-2010 (2)" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="157" alt="CHUVA RIO 06-04-2010 (2)" src="http://lh4.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S70v5_S3TtI/AAAAAAAAAJc/mJazcYU6cps/CHUVA%20RIO%2006-04-2010%20%282%29_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="244" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ira e por total falta de educação, jogam todo o seu lixo na rua e nos rios que os circundam. Tudo o que não lhes serve vai parar nas calçadas e no fundo dos rios, desde papeis, sacos plásticos e caixas, até geladeiras, sofás, carros e armários. Com a chuva acontece o óbvio: os rios transbordam e o caos se estabelece. Nosso governo é como a única pessoa não acometida pela cegueira na história, porém, de forma diametralmente oposta, esse único olho que enxerga, vê somente seu próprio benefício e se esquece de toda a população que vive debaixo d’água.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Há algumas décadas se espera que a nossa história tenha um desfecho tão feliz quanto o do filme (ou do livro), e que todos possam, a partir de um pequeno esforço, enxergar a realidade que nos assola. Que soluções efetivas sejam tomadas, como melhorias na rede de esgotos, retirada de lixo com maior freqüência dos rios, ou, melhor ainda, a educação da população para não encher nossa cidade de lixo; contenção das encostas antes que elas desabem (pois só se dá devida atenção depois que os desastres acontecem), entre muitas outras medidas que podem e devem ser tomadas o mais rápido possível. Esperamos sinceramente que soluções paliativas e infundadas deixem de ser tomadas pelo Governo, que aplica nosso dinheiro numa espécie de fé, ou mandinga, ou macumba, ou qualquer outra coisa que isso possa ser, como a contratação da &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/discutindoecologia/2010/04/para_fechar_o_caixao_da_fundac.php" target="_blank"&gt;Fundação Cacique Cobra Coral&lt;/a&gt;&amp;#160; que, semelhante às atitudes deles, não consegue resolver problema algum.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-1965473916849081579?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/1965473916849081579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=1965473916849081579&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/1965473916849081579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/1965473916849081579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2010/04/ensaio-sobre-cegueira.html' title='Ensaio sobre a cegueira'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S70v36GOy9I/AAAAAAAAAJg/8-LiHTBrUyI/s72-c/video6d2024993c99%5B6%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-836844852223096103</id><published>2010-03-30T22:53:00.001-03:00</published><updated>2010-03-30T22:58:49.101-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biogeografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leon Croizat'/><title type='text'>A ciência esquecida de Leon Croizat</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por Gustavo Miranda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Atualmente, o grau de qualidade de um pesquisador é medido pela quantidade de artigos científicos publicados e se pelo menos alguns deles foram feitos em revistas de alto fa&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S7KrAElqJ0I/AAAAAAAAAI8/-u24HmjZ6c0/s1600-h/Leon_Croizat%201964%5B10%5D.jpg"&gt;&lt;img title="Leon_Croizat 1964" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="219" alt="Leon_Croizat 1964" src="http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S7KrAo-BJZI/AAAAAAAAAJA/xbbpNznAyfM/Leon_Croizat%201964_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800" width="152" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;tor de impacto. Quase que comprovadamente, quem possui muitas publicações é considerado um pesquisador de grande qualidade e renome no meio científico, enquanto que&amp;#160; o contrário, não tem tanto impacto assim. Muitas vezes isso pode ser considerado verdade, uma vez que os vários órgãos de fomento à pesquisa fazem com que quase todos tenham dinheiro suficiente para conduzir seus trabalhos, e, com isso, produzir resultados. Uma pessoa pobre ou de classe média que sozinha nunca conseguiria conduzir uma vida de cientista por ter que trabalhar e sustentar uma família ou a si mesmo, com esse tipo de apoio financeiro é capaz de alcançar o mundo acadêmico, contando é claro com muito esforço e um pouco de sorte.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Numa época não muito distante da nossa, em meados do século XIX, a quantidade de publicações muitas vezes não condizia com a qualidade do pesquisador. O valor científico dos manuscritos é que revelava a qualidade do cientista. Prova incontestável disso foi Charles Darwin, que em sua vida, além de publicar o livro &lt;i&gt;A origem das espécies&lt;/i&gt;, escreveu pouco mais do que sobre cracas, movimento das plantas e minhocas. Porém, pela revolução causada por sua teoria (a da seleção natural), Darwin passou a ser um dos ícones da Biologia, muito mais que Alfred Russel Wallace, o outro autor da mesma teoria que, entretanto, é o primo pobre da história. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como o ano da teoria da evolução já passou, podemos trocar um pouco de assunto e adentrar outros campos da Biologia. Apesar de a área de estudo mudar, o apreço por cientistas com muitas publicações e possuidores de uma condição monetária elevada continua. Leon Croizat foi uma das vítimas dessa injustiça acadêmica. Nascido na Itália em 1894, filho de comerciantes, e apaixonado pelas ciências naturais, Croizat não pôde seguir o natural caminho de um estudante para a universidade. Em 1914 foi convocado para servir o exército italiano na primeira guerra mundial. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Passada&amp;#160; a guerra de trincheiras, Croizat pôde finalmente entrar na universidade graças a condições especiais dadas a veteranos de guerra, graduando-se em direito na universidade de Turim. Em 1922, época em que se preparava para fazer seu PhD e finalmente estudar as ciências naturais, foi forçado a abandonar seu país por razões políticas devido ao fascismo introduzido na Itália. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em 1923, Croizat se instala nos Estados Unidos e enfrenta a severa realidade de um imigrante. Durante consideráveis quinze anos, realiza t&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S7KrBGyfa7I/AAAAAAAAAIk/WxGZfvuyhFs/s1600-h/croizatphoto%5B20%5D.jpg"&gt;&lt;img title="croizatphoto" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="197" alt="croizatphoto" src="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S7KrBi2uC2I/AAAAAAAAAIo/eQH3Z91pVHA/croizatphoto_thumb%5B18%5D.jpg?imgmax=800" width="166" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;rabalhos precários e passa por tempos difíceis até finalmente conseguir um&amp;#160; trabalho temporário na Universidade de Harvard. Ele tinha a função de mapear o terreno de Arboreto Arnold, localizado na própria universidade, trabalho este que foi a porta de entrada de Croizat na carreira científica. Terminado o mapeamento ele conseguiu um emprego de assistente técnico na instituição. Nos horários livres, se deleitava em uma das maiores coleções de plantas do mundo e uma das mais magníficas bibliotecas do planeta. Aos quarenta e quatro anos, Leon Croizat finalmente iniciava seu tão sonhado estudo do mundo natural. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Croizat mergulhou profundamente no estudo da botânica, sozinho e sem orientação. Conhecia por autodidatismo todas as línguas importantes da época e decidiu entender todo o pensamento da botânica ocidental desde seu início no século XVII. Comprometeu-se ainda a entender os padrões de distribuição geográfica de todas as plantas do mundo. Dedicou-se a esse trabalho durante dez anos (1938 a 1947) e anotava tudo o que lia, pensava ou percebia em diversos cadernos, que no final de sua pesquisa se espalhou por nada menos que quatrocentos volumes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com esse estudo, Croizat pôde analisar a distribuição de praticamente toda diversidade vegetal conhecida na época e comparar seus resultados com a distribuição de outros grupos, como minhocas, moluscos e aves. Logo ele percebeu que haviam padrões de distribuição repetidos entre as biotas. Na época, a idéia dominante era a do dispersionismo que propunha que os organismos tinham um centro de origem e desse ponto se dispersavam para outros lugares do planeta, sendo sua distribuição atual o resultado dessa dispersão. Porém, sua percepção foi além do senso comum.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Croizat se questionava como espécies de organismos com biologia e ecologia tão diferentes, seguiam padrões de dispersão tão semelhantes. Sua conclusão se baseou&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S7KrC4anuoI/AAAAAAAAAIs/t14-2nwz1ZQ/s1600-h/CROIZAT%20tect%C3%B4nica%20de%20placas%5B8%5D.jpg"&gt;&lt;img title="CROIZAT tectônica de placas" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="114" alt="CROIZAT tectônica de placas" src="http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S7KrDv6p-zI/AAAAAAAAAIw/LM_M2ZXBsOE/CROIZAT%20tect%C3%B4nica%20de%20placas_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800" width="244" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; numa mudança revolucionária de perspectiva. Ele concluiu que não eram as biotas que se moviam juntas entre os continentes, mas os continentes que se moviam carregando as biotas consigo. Sua idéia deu grande suporte a teoria de Wegener da deriva continental, que na época estava em profundo descrédito. Indiretamente, Croizat conseguiu apenas com dados biológicos, provar uma teoria da geologia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Prestes a completar dez anos em Harvard e conseguir estabilidade em seu cargo no emprego, Croizat foi demitido. Com isso, esvaiu-se sua chance de publicar a idéia pela universidade. Novamente encontrava-se sem emprego, sem diploma de biólogo, sem publicações, mas desta vez, com uma idéia revolucionária. Suas qualificações não o reputavam o bastante para conseguir bom emprego. Por sorte, conseguiu cargo como professor na universidade de Caracas, na Venezuela. Sua primeira posição acadêmica conseguida aos cinquenta e três anos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em Caracas, Croizat pôde finalmente colocar seus pensamentos&amp;#160; em ordem. &lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S7KrEP_FQSI/AAAAAAAAAI0/BI7XUOG84-A/s1600-h/Croizat%27s%20panbiogeograpy%20LIVRO%5B12%5D.jpg"&gt;&lt;img title="Croizat&amp;#39;s panbiogeograpy LIVRO" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="194" alt="Croizat&amp;#39;s panbiogeograpy LIVRO" src="http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S7KrFQwe8ZI/AAAAAAAAAI4/ICNTQDp0-wA/Croizat%27s%20panbiogeograpy%20LIVRO_thumb%5B10%5D.jpg?imgmax=800" width="131" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ele postulava que as biotas atuais derivam de biotas ancestrais que se dividiram em resposta a mudanças geográficas, produzindo espécies vicariantes. A palavra vicariante tem sua raiz no italiano e significa representante. Espécies vicariantes já eram reconhecidas desde os tempos de Darwin e Wallace, mas foi Croizat quem fez uma análise das biotas como um todo. Sua tão revolucionária visão foi então denominada por ele mesmo de pan-biogeografia (biogeografia do todo). Ele não considerava sua idéia uma teoria, mas sim um método para se estudar padrões biogeográficos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Dedicou-se então dez anos escrevendo volumosos livros, alinhando sequências de exemplos de variados grupos de plantas e animais, produzindo, finalmente, seu primeiro manuscrito, &lt;i&gt;Panbiogeography, &lt;/i&gt;com cerca de mil páginas em três volumes. Porém, como pudemos observar até agora, a sorte não costumava andar muito ao lado de Croizat. Após pronto seu laborioso trabalho, nenhuma editora se interessou em publicar seus livros.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Contudo, devido a sua grande teimosia, Croizat pegou suas sacrificadas economias e publicou o livro de seu próprio bolso no ano de 1958, aos sessenta e quatro anos. No ano de 1964, publicou outro livro também com seu próprio dinheiro chamado &lt;i&gt;Space, time, form: the biological synthesis, &lt;/i&gt;referente às suas idéias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Após esses eventos de sofrido sucesso, Croizat finalmente começou a ser reconhecido na biogeografia mundial e a publicar artigos em revistas, apesar de serem de baixo prestígio. Provavelmente devido a sua adiantada idade, Croizat era avesso a novas idéias. Como exemplo, a teoria da tectônica de placas que surgiu na década de 60, afirmou definitivamente que seu método estava correto, porém, foi terminantemente refutada por ele. O surgimento da sistemática filogenética de Willi Hennig, que somado às suas idéias foi capaz de reconstituir a distribuição atual dos organismos, como fizeram Gareth Nelson, Norman Platnick e Donn Rosen, fazendo surgir a Biogeografia de Vicariância, também não foi aceita por um Croizat já com oitenta anos. Por causa dessas aversões à novidades, é considerado um dos cientista mais controversos da biologia do século XX.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com isso, a figura de Leon Croizat foi gradualmente sendo ofuscada pelas novas e modernas teorias propostas por Nelson, Platnick, e Rosen o que fez com que a ciência e a história pouco a pouco o esquecesse. Porém, como bem disse Fernando Fernandez em seu livro &lt;i&gt;O Poema Imperfeito&lt;/i&gt;, “essa figura serve como um maravilhoso exemplo para nos inspirar neste mundo atual no qual o mérito tantas vezes parece tão pouco valorizado, e os sonhos, tão distantes”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Referências Bibliográficas:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;FERNANDEZ, F., 2004. &lt;b&gt;&lt;i&gt;O poema imperfeito: Crônicas de Biologia, Conservação da Natureza e seus Heróis&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Ed. UFPR, 257 pp.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;COLACINO, C., 1997. &lt;b&gt;Léon Croizat’s Biogeography and Macroevolution, or … “Out of Nothing, Nothing Comes&lt;/b&gt;”. &lt;i&gt;Philipp. Scient&lt;/i&gt;. 34 (1997):73-88. (&lt;a href="http://www.unibas.it/utenti/colacino/philsci1997.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-836844852223096103?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/836844852223096103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=836844852223096103&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/836844852223096103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/836844852223096103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2010/03/ciencia-esquecida-de-leon-croizat.html' title='A ciência esquecida de Leon Croizat'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S7KrAo-BJZI/AAAAAAAAAJA/xbbpNznAyfM/s72-c/Leon_Croizat%201964_thumb%5B8%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-3678899694176738424</id><published>2010-03-29T00:45:00.001-03:00</published><updated>2010-03-29T00:56:17.072-03:00</updated><title type='text'>Ciência para um Aniversário</title><content type='html'>&amp;#160; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S7Ak3V8ZFEI/AAAAAAAAAIU/XlHEQRMyhJg/s1600-h/birthday_monkey%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img title="birthday_monkey" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-left: 0px; margin-right: 0px; border-bottom: 0px" height="175" alt="birthday_monkey" src="http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S7Ak31RmtRI/AAAAAAAAAIY/ZqPnGXEfWTc/birthday_monkey_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="208" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O blog Devaneios Biológicos vem com grande satisfação anunciar que hoje está completando um ano de existência! Apesar da falta de constância nas postagens devido a diversos fatores (aulas, provas, viagens, falta de inspiração), o blog vem tentando durante esse tempo divulgar um pouco da grande área da Biologia para um vasto público, tanto para o especializado quanto para os não ligados a área. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Gostaríamos de aproveitar para agradecer aos nossos leitores que sempre fazem inteligentes e valiosos comentários, que acrescentam os textos com novos argumentos e ricas observações, e pedir para que, na medida do possível, ajudem a divulgar o blog fazendo com que o laborioso trabalho dos autores não seja em vão, introduzindo cada vez mais pessoas na apreciação da beleza e dos mistérios dessa tão maravilhosa ciência.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-3678899694176738424?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/3678899694176738424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=3678899694176738424&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/3678899694176738424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/3678899694176738424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2010/03/ciencia-para-um-aniversario.html' title='Ciência para um Aniversário'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/S7Ak31RmtRI/AAAAAAAAAIY/ZqPnGXEfWTc/s72-c/birthday_monkey_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-610001247054327929</id><published>2009-10-22T22:54:00.001-02:00</published><updated>2009-10-22T22:54:33.742-02:00</updated><title type='text'>Pensamentos e Pensadores</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;“&lt;em&gt;Nossa espécie precisa, e merece, cidadãos com mentes aguçadas e com um entendimento básico de como o mundo funciona.&lt;/em&gt;”&lt;/p&gt;  &lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://www.carlsagan.com/"&gt;Carl Sagan&lt;/a&gt;, Astrônomo&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-610001247054327929?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/610001247054327929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=610001247054327929&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/610001247054327929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/610001247054327929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/10/pensamentos-e-pensadores.html' title='Pensamentos e Pensadores'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-8230602116883166696</id><published>2009-10-15T17:34:00.001-03:00</published><updated>2009-10-15T21:46:55.262-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog Action Day'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espécies Invasoras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aquecimento Global'/><title type='text'>Alterações climáticas e suas consequências em espécies invasoras</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Por Gustavo Miranda&lt;/strong&gt;&amp;#160;&lt;a href="http://www.blogactionday.org/"&gt;&lt;img title="blog action day seta" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 25px 0px 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="70" alt="blog action day seta" src="http://lh4.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/SteHJ9AJLkI/AAAAAAAAAHw/GPdxtvkw8s4/blog%20action%20day%20seta%5B10%5D.png?imgmax=800" width="67" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogactionday.org/"&gt;&lt;img title="blog action day amarelo" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin: 40px auto 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="56" alt="blog action day amarelo" src="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/SteId-D0XKI/AAAAAAAAAIA/X1cdHyq5dZk/blog%20action%20day%20amarelo%5B56%5D.png?imgmax=800" width="348" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esse texto faz parte do “&lt;i&gt;Blog Action Day” &lt;/i&gt;que é um evento anual que reune blogueiros do mundo todo postando sobre o mesmo assunto e já conta com mais de 150 países, todos com os mesmos objetivos: informar e conscientizar o mundo. São mais de 10.000 blogs cadastrados com a intençao é chamar a atenção para a brusca mudança de temperatura que afeta nosso planeta. Para acessar os blogs inscritos e ler seus textos, clique na imagem a cima. Aqui vai o nosso.&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/SteHLirEp9I/AAAAAAAAAHU/WsyzL1pS0B8/s1600-h/clip_image002%5B14%5D.jpg"&gt;&lt;img title="clip_image002" style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 25px 0px 0px; border-right-width: 0px" height="181" alt="clip_image002" hspace="12" src="http://lh5.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/SteHMfIUQdI/AAAAAAAAAHY/sbOTUaH0A7E/clip_image002_thumb%5B11%5D.jpg?imgmax=800" width="240" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Desde a época das grandes navegações, diversos tipos de animais e plantas são retiradas de sua hábitat natural, propositalmente ou não, e são espalhadas pelo mundo. Nos dias de hoje, esse intercâmbio acontece de modo muito mais eficiente, devido ao aumento da quantidade de navios circulando e dos aviões, que espalham esses organismos de modo muito mais rápido. As consequências geradas por essas espécies em novos ambientes podem ser catastróficas. Diferentemente dos animais do filme “&lt;i&gt;Madagascar&lt;/i&gt;”, na natureza indivíduos de espécies diferentes não se reúnem para bolar uma fuga de volta ao local de origem nem se entopem de remédios contra depressão, como a girafa Melman. O mais natural é acontecer o que se passou com o leão Alex, e a maioria deles se tornem selvagens e adaptados ao meio. Porém, existem vários fatores que podem interferir na adaptação de um ser vivo em seu novo ambiente e o fator climático é um deles. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Iniciada na primeira Revolução Industrial na Inglaterra do século XV, grandes quantidades de carbono são liberadas na atmosfera. Esse excesso, que hoje tem contribuição da&amp;#160; queima de florestas e de combustíveis fósseis, faz com que grande quantidade de calor seja absorvida pelo planeta ocasionando o aquecimento global. Toda essa alteração climática gera modificações nos mais diversos ambientes, desde cavernas, copas de árvores e campos abertos, até frestas em solos ou ambientes marinhos. Os diversos organismos, tanto nativos quanto invasores, presentes em cada um desses locais, responderão as alterações do clima de maneira diferente. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pensando nisso, um grupo de pesquisadores de diversas universidades americanas e da Agência Americana de Proteção Ambiental, realizaram um estudo baseado nos diversos estágios pela qual uma espécie passa num processo de invasão, identificando cinco possíveis consequências da mudança climática sobre bichos invasores. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo os autores, uma espécie exótica introduzida em um ambiente natural deve passar por filtros ambientais para se tornar efetivamente invasora. &lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/SteHN_519HI/AAAAAAAAAHc/lHUZT2txnak/s1600-h/image%5B5%5D.png"&gt;&lt;img title="image" style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; border-right-width: 0px" height="249" alt="image" src="http://lh3.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/SteHOprtuEI/AAAAAAAAAHg/yknHoWiS72U/image_thumb%5B3%5D.png?imgmax=800" width="232" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Os passos, que estão ilustrados na figura ao lado, são basicamente os seguintes: primeiro, a espécie deve ser transportada através de uma barreira geográfica, como um oceano, uma&amp;#160; cadeia de montanhas ou uma estrada, até sua nova localização. A habilidade da espécie de passar pelo estágio de transporte depende da razão pela qual os indivíduos são movidos de um lugar para outro e sua viabilidade depois de chegar ao local. Segundo, a espécie deve sobreviver e tolerar as condições ambientais no local de chegada. Terceiro, a espécie deve adquirir recursos, construir interações com inimigos naturais e possivelmente formar relações mutualísticas no novo local. Espécies invasoras que se estabelecem com mais sucesso e que, consequentemente se tornam mais abundantes, são mais prováveis de ocasionarem um maior impacto na comunidade local. Finalmente, a espécie deve se dispersar, estabelecendo populações em novos locais do novo território. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com base nesses passos, foi especificado cinco possíveis consequências das mudanças climáticas para espécies invasoras: alteração dos mecanismos de transporte e introdução, modificação das limitações climáticas, alteração da distribuição das espécies invasoras, modificação do impacto das espécies agora existentes, e alteração na efetividade de estratégias para espécies invasoras.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para os autores, a mudança climática pela qual o planeta passa irá, inclusive, desafiar a atual definição de espécie invasora, chegando-se a seguinte definição: espécies invasoras são aquelas que foram introduzidas em um tempo recente e exercem um substancial impacto negativo na biota nativa, nos valores econômicos ou na saúde humana. Alguns táxons que anteriormente eram considerados invasores, podem diminuir seu impacto; outros, previamente considerados não-invasores, podem se tornar invasores; e muitas espécies nativas irão trocar suas distribuições geográficas, movendo-se para áreas onde antes eram ausentes. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com isso, percebemos que não são somente os efeitos do aquecimento global associados diretamente com aspectos econômicos e sociais que podem gerar graves conseqüências para o planeta. Todos os desastres amplamente divulgados pela mídia como a elevação do nível do mar, seca, fome, miséria e muitos outros, podem se tornar realidade caso nenhuma medida drástica seja tomada rapida e efetivamente. Porém, além desses infortúnios, a alteração climática tem seus efeitos mais sutis, afetando pequenos grupos, em pequenas áreas, mas que podem gerar grandes catástrofes caso atinjam um nível fundamental de uma cadeia. O homem faz parte dessa cadeia, e assim como começou todo o processo nas grandes navegações e na revolução industrial, pode vir a acabar como qualquer outra espécie invasora que não conseguiu se adaptar a tempo às modificações ambientais criadas por ela mesma.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Referência Bibliográfica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Hellmann &lt;i&gt;et al, &lt;/i&gt;2008. &lt;b&gt;Five Potential Consequences of Climate Change for Invasive Species. &lt;/b&gt;&lt;i&gt;Conservation Biology&lt;/i&gt;, Volume 22, No. 3, 534–543 (&lt;a href="http://blackbear.ecology.uga.edu/jebyers/PDF%20of%20papers/Hellmann-et-al-Con-Bio-2008.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sugestão de Referência&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vieira, Cristina Girão. &lt;strong&gt;Espécies exóticas invasoras – breves apontamentos.&lt;/strong&gt; Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (&lt;a href="http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/98A5876E-4940-49E5-9780-9B55500A9CBB/4758/ICNB_JRA_Invasoras1.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-8230602116883166696?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/8230602116883166696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=8230602116883166696&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/8230602116883166696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/8230602116883166696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/10/alteracoes-climaticas-e-suas.html' title='Alterações climáticas e suas consequências em espécies invasoras'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/SteHJ9AJLkI/AAAAAAAAAHw/GPdxtvkw8s4/s72-c/blog%20action%20day%20seta%5B10%5D.png?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-9070529333428275298</id><published>2009-10-12T10:14:00.011-03:00</published><updated>2009-10-13T18:53:20.900-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Extinção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conservação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biologia Molecular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Fernadez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sistemática'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Refaunação'/><title type='text'>Entrevista com Fernando Fernandez</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/StMrmRUch1I/AAAAAAAAAG8/4XxhtuqppqM/s1600-h/fernandofernandez%5B9%5D.jpg"&gt;&lt;img title="fernandofernandez" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="244" alt="fernandofernandez" src="http://lh4.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/StMrm6Xt97I/AAAAAAAAAHA/h_MY2JDmpco/fernandofernandez_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800" width="193" align="right" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;h6 align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Aproveitando a ilustre presença de Fernando Fernandez na VII Semana de Biol&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ogia da UNIRIO, que ocorreu de 5 a 9 deste mês, convidamos o biólogo a dar uma exclusiva entrevista para nosso blog. Para quem não conhece, Fernandez é professor da UFRJ responsável pelo Laboratório de Ecologia e Conservação de Populações (LECP-UFRJ) que tem como linha de pesquisa a dinâmica populacional e reprodução de marsupiais e roedores da Mata Atlântica. Também é autor do livro &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Poema imperfeito: crônicas de biologia, conservação da natureza e seus heróis &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;que está em sua segunda edição pela editora UFPR. Nesta entrevista ele nos fala, entre outras coisas, sobre a extinção dos grandes mamíferos causada pelos homens e as interferências que nós causamos na manutenção dos ecossistemas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h6 align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" color: rgb(33, 158, 39); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#006600;"&gt;Devaneios Biológicos:&lt;/span&gt; Uma questão muito bem tratada em seu livro é  a extinção em massa do Pleistoceno que ocorreu devido a expansão humana pelo globo. Você poderia nos falar em linhas gerais como ocorreu esse processo e se existe alguma prova de que isso é realmente verdade?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Fernando Fernandez:&lt;/b&gt; Comprovado exatamente não é, mas eu diria que hoje em dia é a hipótese de longe que melhor explica os fatos. Especialmente por se ter extinções em épocas diferentes, em continentes diferentes, e tempos depois dos continentes nas ilhas. Isso corresponde muito bem a chegada do homem em cada lugar. Existe uma correlação, inclusive uma correlação no sentido estrito, estatístico, que se você cruzar em um gráfico a data da chegada do homem em cada lugar e a época da extinção, você obtém uma linha reta. A correspondência de datas é perfeita, os pontos são praticamente em cima da linha. Inclusive nas ilhas naturalmente ocorreu depois justamente porque foi onde o homem precisou de barco para chegar. No passado defendia-se uma hipótese climática e atualmente ainda há pessoas que a defendem, mas por falta de conhecimento das outras hipóteses. Mas isso tudo é bem insustentável. Por exemplo, na Austrália a extinção ocorreu claramente no interglacial. Não tem nada a ver com glaciação. Nas ilhas, em alguns casos, ocorreu dez mil anos depois do fim da última glaciação. Na própria América do Norte ocorreu depois da última glaciação que foi há 18 mil anos. A extinção da América do Norte é datada de aproximadamente 13.000 anos. Então claramente o clima não bate. Existem mamutes extintos há 3.700 anos nos Estado Unidos e a extinção de moas na nova Zelândia ocorreu há seiscentos e poucos anos, então o padrão de como as extinções ocorreram em cada lugar claramente mostra que foi devido ao homem, como uma série de outros fatores como a concentração de bichos grandes (que vivem em grupos) e não de pequenos; bichos pastadores de área aberta que são mais acessíveis; bichos grandes são preferidos por caça porque são mais vulneráveis, e não se recuperam rapidamente devido ao menor potencial reprodutivo e menor densidade populacional. Mas quem é mais vulnerável ao frio são os pequenos que tem maior superfície relativa. Então pra mim está bastante claro que foi o homem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#006600;"&gt;D. B.:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#219e27;"&gt; Em 2005 teve um cientista que propôs a idéia de trazer os animais extintos dessa época de volta, o que ele chamou de&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CC00;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://rewilding.org/pdf/Pleistocene-Re-wildingNorthAmerica1.pdf"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#33CC00;"&gt;re-wilding&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, ou reasselvajamento. Você acha que é possível de se fazer isso, trazer de volta os animais e repovoar ecossistemas que já nem existem mais?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#219e27;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;F. F.:&lt;/b&gt; Quem propôs a idéia foi o Josh Donlan e eu acho isso complicado. Escrevi sobre isso na minha última crônica do &lt;a href="http://www.oeco.com.br/"&gt;O Eco&lt;/a&gt; criticando e escrevi uma cartinha que vai sair na revista &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.wiley.com/bw/journal.asp?ref=0888-8892"&gt;Conservation Biology&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; no próximo mês “metendo o pau” no &lt;i&gt;re-wilding&lt;/i&gt;. Mas confesso que eu fico meio dividido. Fico com certo medo porque no fundo são espécies exóticas, espécies que não são nativas e quem trabalha com biologia da conservação tem uma longa história de estragos e desastres ecológicos causados por espécies exóticas. Então isso é uma coisa que deixa qualquer biólogo da conservação com três pés atrás. Agora por outro lado eu tenho essa nostalgia de olhar para o sistema atual e pensar que tudo aquilo é completamente desequilibrado. Muitos dos bichos grandes que deviam estar ali não estão, muitas interações ecológicas que deviam estar ali não estão. Então eu entendo perfeitamente a atração que uma pessoa possa sentir pela ideia de trazer megamamíferos de volta, tentar repovoar e restaurar alguns processos ecológicos. Também outra objeção é que não se sabe muito bem se muitos dos processos ecológicos ainda poderiam ser restaurados porque as próprias plantas não são as mesmas. Então eu vejo um monte de dificuldades, mas também consigo entender porque um cara sinta tanta atração por uma ideia dessa. Um dos co-autores do Donlan é o Paul Martin, que foi o cara que lançou a hipótese de que os bichos do Pleistoceno foram extintos pelo homem e o outro é o Michael Soulè, o criador da biologia da conservação. Então ele está apoiado por gente de peso, muito peso. Eu fico muito preocupado que não vá dar certo, mas eu adoraria se pudesse. Fico meio divido (&lt;i&gt;risos&lt;/i&gt;).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#219e27;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0); "&gt;D. B.: &lt;/span&gt;E existe alguma alternativa ao &lt;i&gt;re-wilding&lt;/i&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;F. F.: &lt;/span&gt;Tem. O que eu proponho na crônica do O ECO e na carta da &lt;i&gt;Conservation Biology&lt;/i&gt; é uma alternativa menor. Ao invés de se investir tanto recurso e atenção no &lt;i&gt;re-wilding&lt;/i&gt;, se deveria investir em refaunação. Tem aquele negócio da floresta vazia, floresta sem bicho dentro, exterminados por caça comercial e de subsistência, e aqui nos trópicos somos cheios de florestas vazias. Mata Atlântica é quase toda floresta vazia. Na Amazônia grandes áreas são de floresta vazia, então minha proposta é bem mais modesta, ou seja, é reconstruir a distribuição geográfica de bichos que não estão extintos. Porque quando se fala de, por exemplo, onça, ela não está extinta da Mata Atlântica. Existem talvez seis ou sete localidades que tenham onça. Então se vê pouquíssimos lugares com o animal e estados inteiros, como Santa Catarina e Paraná sem onça. No Rio Grande do Sul só tem onça no Turvo (Parque Estadual do Turvo), no Rio de Janeiro, só tem na Bocaina (Serra da Bocaina), então existem estados inteiros que não se tem onça ou só tem onça num lugar. Acho que uma proposta mais realista seria: vamos restaurar o máximo possível da distribuição geográfica passada, dos bichos que não estão extintos, introduzindo-os de volta em todos os lugares, ou seja, ao invés de pensar em trazer elefante da Ásia ou da África e introduzir na América, como inclusive já foi proposto para o Pantanal, reintroduzir queixada, cateto, onça, introduzir esses bichos de volta na distribuição geográfica onde tem mata, onde inclusive eles podem reconstruir muitos dos processos ecológicos, como dispersão de sementes, que foram perdidos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#219e27;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 102, 0); "&gt;D. B.: &lt;/span&gt;Para trazer de volta os animais já extintos, Donlan propõe o uso de fragmentos de gens desses animais. Temos observado atualmente o avanço da genética e da biologia molecular sobre diversas áreas da biologia como na botânica e na zoologia. Gostaríamos de saber se o senhor acha que o futuro da zoologia, da botânica e da construção de árvores filogenéticas será o uso da biologia molecular e genética ao invés de apenas caracteres morfológicos?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;F. F.: &lt;/span&gt;Eu sou um pouco desconfiado da importância da genética no uso de reconstrução de bichos extintos. O que é bastante claro é que essa coisa de reconstrução com fragmentos de gens não funciona. Por exemplo, há um tempo teve um experimento com o tilacino, aquele lobo marsupial extinto em 1966 na Tasmânia, e saiu um artigo numa rev&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/StMrnjQz-bI/AAAAAAAAAHE/Q9TD0HnP8bc/s1600-h/tilacino_tigre_della_tanzania%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img title="tilacino_tigre_della_tanzania" style="border-top-width: 0px; display: inline; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; border-right-width: 0px" height="169" alt="tilacino_tigre_della_tanzania" src="http://lh4.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/StMroFeYIXI/AAAAAAAAAHI/tCyoEO02hcs/tilacino_tigre_della_tanzania_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="244" align="left" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ista importante dizendo que conseguiram fazer os genes do tilacino reconstruído. Tem um geneticista lá na UFRJ, o Antônio Solé-Cava, que escreveu um artigo criticando esse lance do tilacino, dizendo que na verdade o que eles fizeram foi pegar uma sequência de 200 nucleotídeos de tilacino e introduzir no genoma do camundongo. Para diminuir o risco de rejeição eles escolheram a parte das sequências que são menos mutáveis, e como o tilacino e o camondongo são mamíferos e tem ancestrais comuns, provavelmente na sequência menos mutável numa sequência de 200 nucleotídeos, tinha 3 ou 4 que deviam diferir de um camondongo para um tilacino. O que os caras obtiveram: um camundongo com três ou quatro genes de tilacino entre 20 milhões de genes de camundongo. Vai me dizer que isso tem alguma coisa a ver com reconstruir um tilacino? Me desculpe (&lt;i&gt;risos&lt;/i&gt;). O Solé fala que o grupo australiano tinha recebido um dinheiro astronômico para tentar reconstruir o tilacino. Como não deu nada certo, tomaram essa medida desesperada, que é forçação. Com relação a sistemática, a genética ajuda muito. A genética está revolucionando a sistemática e conhecimento de sistemática é fundamental para se fazer conservação, mas acho que existem prioridades maiores para se fazer conservação. Claro, a sistemática é muito importante, mas a gente precisa mudar o mundo rápido, e pra mudar o mundo rápido você tem que fazer reflorestamento, tem que fazer refaunação, ou seja, voltar com a fauna, tem que lidar com o aquecimento global, tem que impedir caça, as pessoas deixarem de achar que caça não importa e, enfim, precisa dessas coisas todas. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-9070529333428275298?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/9070529333428275298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=9070529333428275298&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/9070529333428275298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/9070529333428275298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/10/entrevista-com-fernando-fernandez.html' title='Entrevista com Fernando Fernandez'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_23ziQwd_Yew/StMrm6Xt97I/AAAAAAAAAHA/h_MY2JDmpco/s72-c/fernandofernandez_thumb%5B6%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-4545645513044040980</id><published>2009-10-04T22:26:00.004-03:00</published><updated>2009-10-05T23:34:05.886-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Biologia Molecular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sistemática'/><title type='text'>O livro dos mortos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SslOaTVyUPI/AAAAAAAAAGs/lfIWhOK8oKo/s1600-h/sequencia-dna.png"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SslOaTVyUPI/AAAAAAAAAGs/lfIWhOK8oKo/s200/sequencia-dna.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388924642900726002" /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;color:#000000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:'Courier New';"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Por Bruno Tinoco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: center;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;“Que historiador poderia ter ousado esperar por um mundo no qual cada indivíduo de cada espécie traz, em seu corpo, um texto longo e detalhado?” &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Richard Dawkins&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Em &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;A múmia&lt;/i&gt;, filme estralado por Brendan Fraser, um imprudente arqueólogo lê uma passagem do livro dos mortos e faz ressurgir uma criatura capaz de destruir a humanidade espalhando miséria e horror. O livro existe e foi escrito como uma coletânea de feitiços, fórmulas mágicas, orações, hinos e litanias do Antigo Egito, em &lt;st1:metricconverter productid="1580 a" st="on"&gt;1580 a&lt;/st1:metricconverter&gt;.C. Poucos são os estudiosos capazes de interpretá-lo corretamente e,&lt;span style="color:red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;segundo a lenda,&lt;/span&gt; quem o sabe, tem o poder de invocar os mortos para que estes consolidem seus desejos. Bem mais recentemente, em 2003, após mais de uma década de esforços de cientistas de todo o mundo, o projeto de sequenciamento do genoma humano foi concluído. De lá para cá muito tem sido feito na tentativa de compreender o significado da longa sequência de quatro “letras” que compõem o DNA, molécula presente em todos os seres vivos&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;, capaz de determinar características morfológicas, fisiológicas e comportamentais. Além do genoma humano, muitos outros organismos têm tido seus genomas sequenciados, possibilitando uma profunda alteração nos antigos conceitos de sistemática&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; com base na morfologia.&lt;span style="color:red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Com isso, aos poucos uma nova coletânea de informações vem sendo revelada.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:red;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;color:red;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Diferentemente da lenda egípcia, ainda não existe um ser humano capaz de interpretar corretamente a linguagem do DNA. É como um novo idioma cujas preposições, advérbios e pronomes já nos são conhecidos, mas, as entrelinhas, ou as interpretações de duplo sentido, por exemplo, nós não sabemos julgar e deixamos passar o conteúdo da mensagem. Os grandes softwares de bioinformática ainda não são capazes de detectar sutis informações na sequência de DNA porque nós, por ignorância, ainda não estabelecemos critérios para que eles o detectem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;Que segredos esta molécula pode nos informar quando soubermos compreender a mensagem por detrás da sequência de quatro letras? Devemos temer suas revelações? Claro que não. Devemos estar abertos ao que o DNA tem para nos contar, por mais que sua história fira o nosso “orgulho de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Homo sapiens&lt;/i&gt;”. Para entender por que uma molécula é capaz de armazenar tanta informação histórica precisamos conhecer algumas particularidades dessa molécula.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;A molécula de DNA &lt;span style="color:black;"&gt;é&lt;/span&gt;&lt;span style="color:red;"&gt; &lt;/span&gt;transmitida com singular fidelidade de geração &lt;st1:personname productid="em gera￧￣o. Apesar" st="on"&gt;em geração. Apesar&lt;/st1:personname&gt; da espantosa precisão de um erro em cada 10.000.000 de “letras” copiadas durante a replicação, o DNA sofre pequenas mudanças com o passar dos anos – lembrando que o genoma humano, por exemplo, contém cerca de 3 bilhões de nucleotídeos. A frequência com que essas alterações ocorrem hoje pode ser calculada e, atualmente, esse fenômeno é conhecido como relógio molecular. A Biologia Evolutiva nos mostra que cada organismo – entre eles, o homem – possui um ancestral comum com todos os demais organismos viventes e extintos. Com o advento da Biologia Molecular, hoje sabemos que, na maioria dos casos, o genoma será tanto mais semelhante entre duas espécies quanto mais aparentadas forem elas. Por esse motivo, temos visto um crescente número de trabalhos publicados em periódicos científicos repletos de demonstrações moleculares a fim de sugerir o monofiletismo&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt; entre grupos, que pode ir de espécies a filos. A consequência desta fusão de conhecimentos é uma profunda alteração das informações trazidas pelos clássicos cladogramas&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt; que se baseiam&lt;span style="color:red;"&gt; &lt;/span&gt;unicamente no estudo da morfologia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Imaginemos que cada espécie que passou por este planeta escreveu a sua história pessoal. Desta forma, podemos dizer que o DNA é um misterioso livro, ou melhor, uma grande biblioteca que acumulou diversos livros que contam a história de cada relação entre os seres vivos, cujo maior leitor é o geneticista. Desvendar o passado através da correta interpretação do DNA pode significar entender nossa própria origem; de onde viemos, como viemos e porque viemos. Ao contrário do filme de Hollywood, saber ler a sequência de DNA não trará miséria e horror, mas, sobretudo, nos fará enxergar o mundo sobre o posto que de fato nos pertence, e não sobre o qual nós, convenientemente, temos enxergado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 0px;margin-left: 36pt; text-align: justify; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;mso-fareast-font-family:Arial;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Existe uma classe de vírus que tem como material genético o RNA, e não o DNA, mas muito se discute onde os vírus deveriam ser incluídos dentro de uma classificação biológica.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;mso-fareast-font-family:Arial;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;sistemática&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; é a ciência dedicada a inventariar e descrever a biodiversidade e compreender as relações filogenéticas entre os organismos. (&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:blue;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistem%C3%A1tica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;mso-fareast- font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Em um sentido amplo, grupo monofilético refere-se a um conjunto de espécies que compartilham um ancestral comum. Também é usado para denominar um grupo que contém todos os descendentes de um ancestral comum. (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.qualibio.ufba.br/glo003.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;http://www.qualibio.ufba.br/glo003.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;mso-fareast- font-family:Arial;color:black;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;4.&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Cladograma é uma representação gráfica que procura traduzir as relações de parentesco entre diferentes espécies ou grupos de espécies.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-4545645513044040980?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/4545645513044040980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=4545645513044040980&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/4545645513044040980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/4545645513044040980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/10/o-livro-dos-mortos.html' title='O livro dos mortos'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SslOaTVyUPI/AAAAAAAAAGs/lfIWhOK8oKo/s72-c/sequencia-dna.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-7381258216069878502</id><published>2009-09-16T08:44:00.008-03:00</published><updated>2009-09-16T23:16:42.362-03:00</updated><title type='text'>Bolas Foras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SrGb18UmQvI/AAAAAAAAAGk/pNfghjmj8bI/s1600-h/blatter+_+bolas+foras.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 148px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SrGb18UmQvI/AAAAAAAAAGk/pNfghjmj8bI/s200/blatter+_+bolas+foras.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382254380712346354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;"Esse país está mudando, e Rondônia mudando mais rápido que nosso país".&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.estagiando.net/2009/03/31/a-ssia-de-dilma-rousseff/"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dilma Rousseff&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, Ministra da Casa Civil e pré-candidata a Presidencia da República pelo PT, em Boa Vista, capital de RORAIMA.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-7381258216069878502?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/7381258216069878502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=7381258216069878502&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/7381258216069878502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/7381258216069878502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/09/pensamentos-e-pseudo-pensadores.html' title='Bolas Foras'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SrGb18UmQvI/AAAAAAAAAGk/pNfghjmj8bI/s72-c/blatter+_+bolas+foras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-7989519173476173736</id><published>2009-09-08T19:55:00.011-03:00</published><updated>2009-10-13T19:07:22.745-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filariose'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Díptera'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Culex'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Recreio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esgoto'/><title type='text'>Os injustiçados</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SqbhklCIT2I/AAAAAAAAAF8/D-mCNnp7OYU/s1600-h/Mosquito.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 125px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SqbhklCIT2I/AAAAAAAAAF8/D-mCNnp7OYU/s200/Mosquito.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379234823473221474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;b&gt;Por Gustavo Miranda. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Todos nós sabemos quão incômoda é a picada de mosquitos (ou pernilongos, é tudo a mesma coisa). Incrivelmente, eles saem todos na mesma hora, que geralmente é o final da tarde, e nos atacam imperdoavelmente, não nos dando nenhuma chance de reação (até o aparecimento das raquetes elétricas). O comportamento desses dípteros surgiu muito antes de nós humanos aparecermos na história e há pouca coisa que possamos fazer para evitar esses ataques.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Os mosquitos que saem para picar são fêmeas que podem pertencer às famílias Culicidae (que inclui os gêneros &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Culex&lt;/i&gt; e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Aedes&lt;/i&gt;) ou &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Psychodidae&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (que são dípteros do gênero &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Lutzomyia&lt;/i&gt;). Elas vão em busca de sangue não tendo muita preferência pela fonte, sendo um requisito essencial ser mamífero. Como atualmente nós somos um dos mamíferos mais abundantes na Terra e os indivíduos que invadiram o habitat delas, sobra para nós. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;O ataque desses pequeninos, que ocorre de todos ao mesmo tempo e sempre no mesmo horário, é devido a seu ciclo circadiano. Esse ciclo é controlado por fatores endógenos, ou seja, genéticos, e por fatores exógenos, como a temperatura, a umidade e, principalmente, o sol. Os raios solares (sua presença ou ausência) são capazes de desencadear processos fisiológicos e comportamentais em animais e plantas como uma espécie de hormônio. Eis então que durante o processo evolutivo, os dípteros hematófagos desenvolveram o comportamento de saírem atrás de fontes de sangue durante o crepúsculo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;Florestas e pequenas matas, rios e lagos, são locais de refúgio e reprodução, respectivamente, para esses mosquitos. Como fomos invadindo esses lugares incriteriosamente, o local de refúgio passa a ser nossas casas, e a fonte de sangue passa a ser nós mesmo, como já exposto. No Rio de Janeiro nessa época do ano (final de inverno) quem predomina não são os &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Aedes,&lt;/i&gt; mas sim os &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Culex&lt;/i&gt;, mais especificamente as espécies &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Culex pipiens fatigans &lt;/i&gt;e&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt; Culex quinquefasciatus&lt;/i&gt;. Esses mosquitinhos possuem todas as características de um díptero hematófago supracitado, mas possui uma peculiaridade que o faz não ser tão querido: se reproduzem em lagoas com águas ricas em matéria orgânica, ou seja, rica em lixo e esgoto o que é comum nas lagoas do Rio de Janeiro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Apesar de causar certo temor, o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Culex quinquefasciatus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;, que é o responsável pela transmissão da filariose ou elefantíase, não é motivo de pânico no estado fluminense. Dados deste ano (2009) da &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;, mostram que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;a parasitose no Brasil tem distribuição urbana e focal, sendo detectada a infecção ativa do parasita, o verme nematóide W&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;uchereria bancrofti&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; somente em Recife e cidades de sua região metropolitana, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Sai&lt;/span&gt; então num jornal de grande circulação que moradores do Recreio dos Bandeirantes pedem a abolição, a extinção, o extermínio, o fim permanente desses pequeninos animais na região. Está sendo feito, inclusive, um abaixo-assinado que será mandado para a prefeitura para ser tomadas as devidas providências. Essa é uma atitude realmente louvável, os cidadãos se organizando em prol de um bem para todos. Mas, por que, ao invés disso, eles não juntam assinaturas para pedir a limpeza da lagoa que está próxima a eles? Por que não se reúnem e juntam dinheiro para comprar mosquiteiros para as janelas de suas casas? Por que não pedem o fim do lançamento de esgoto na tal lagoa? Se os moradores da Amazônia se organizassem para pedir a matança de mosquitos (que lá tem de sobra), o Governo passaria o resto da história de nosso país tentando acabar com os bichinhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Parece que não há interesse em mexer com a emissão de lixo e esgoto no local, afinal de contas, é o lixo deles mesmo, se não for para lá, vai para onde? Apesar de ser insatisfatório para a maioria na região, a medida mais eficiente é diminuir o lançamento desses poluentes na tal lagoa (e em todas as outras do Estado) e se prevenir da melhor maneira possível com mosquiteiros, telas para janela e, é claro, com as infalíveis raquetes elétricas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Referências:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Guia de Vigilância Epidemiológica e Eliminação da Filariose Linfática&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ministério da Saúde, 2009 &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;a href="http://www.delrioservicos.com.br/img/mosquito_dptera.pdf"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;http://www.delrioservicos.com.br/img/mosquito_dptera.pdf&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/09/06/infestacao-de-pernilongos-atormenta-recreio-767506242.asp"&gt;http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/09/06/infestacao-de-pernilongos-atormenta-recreio-767506242.asp&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; "&gt;Colaboração: Rafael Silva de Miranda, Laboratório de Acústica e Vibração/UFRJ&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-7989519173476173736?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/7989519173476173736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=7989519173476173736&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/7989519173476173736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/7989519173476173736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/09/os-injusticados.html' title='Os injustiçados'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SqbhklCIT2I/AAAAAAAAAF8/D-mCNnp7OYU/s72-c/Mosquito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-2801087427820898846</id><published>2009-08-06T23:12:00.003-03:00</published><updated>2009-08-06T23:25:47.173-03:00</updated><title type='text'>A “nova gripe”</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SnuPV0Nvj2I/AAAAAAAAAF0/cG3gUactGmk/s1600-h/origem-da-gripe-suina.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SnuPV0Nvj2I/AAAAAAAAAF0/cG3gUactGmk/s200/origem-da-gripe-suina.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367040985898389346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;b&gt;Por Gustavo Miranda.&lt;/b&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt;Manchete em quase todos os jornais e revistas, programas de rádio e televisão, a gripe suína não poderia ficar de fora do nosso blog. Ela é chamada de gripe H1N1, gripe 1 ou “a nova gripe”. Todos os surtos de gripe que passaram pela humanidade, também foram chamados de “nova gripe” na época em que surgiram e hoje não passam de gripes comuns. O porquê de tanto alarde e desespero criado pela mídia talvez tenha suas explicações. Faz menos de um ano do primeiro registro de morte causado pela gripe suína (março desse ano) e já se desenvolveu remédio e até vacina contra ela.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Drogas que se prezam e realizam algum efeito passam por anos de pesquisa, depois mais alguns anos de teste &lt;st1:personname productid="em cobaias. Ao" st="on"&gt;em cobaias.  Ao&lt;/st1:personname&gt; ser aprovado e comercializado, países como o Brasil, ao importar os medicamentos realizam mais testes antes de liberar para a população. Todo esse processo leva cerca de 15, 20 anos. No caso da nova gripe, em menos de um ano desenvolveu-se o remédio chamado Tamiflu, mais rápido ainda desenvolveu-se a vacina contra a doença ambas produzidas nos laboratórios da empresa Roche. Das duas uma: ou os remédios não fazem o efeito esperado, ou a empresa que desenvolveu o remédio também criou o vírus. Não é de se espantar que pessoas que tomaram o Tamiflu na tentativa de prevenir a contaminação pelo vírus apresentaram fortes efeitos colaterais como insônia, pesadelos, diarréia e vômito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;É causa de indignação o porquê de nunca ter se desenvolvido com tamanha rapidez uma vacina contra malária, por exemplo, que mata há muitos anos mais de um milhão de pessoas em todo o mundo. Não vai ser de espantar que mais cedo ou mais tarde se confirme a especulação de que a indústria farmacêutica nada mais é que uma grande máfia super-organizada, cheia de dinheiro e o pior, com apoio de governos e grandes organizações internacionais como a OMS (Organização Mundial de Saúde) que deveria lutar pelo bem estar e saúde da humanidade. Se isso realmente for verdade, essa gripe não passa de mais uma arma de toda essa gentalha para enriquecer cada vez mais seus donos e aqueles que os apóiam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Por isso, antes de se render aos remédios contra qualquer tipo de gripe, realize as medidas preventivas básicas como lavar as mãos várias vezes ao dia, não compartilhar alimentos, copos, toalhas entre outros objetos pessoais e sempre cobrir a boca quando for tossir e o nariz quando for espirrar com a dobra do cotovelo evitando usar as mãos para não contaminar outras pessoas pelo toque. Caso contaminado por essa gripe ou qualquer outra e estando fora do grupo de risco que são mulheres grávidas e pessoas debilitadas, o remédio é repousar, se alimentar bem e beber bastante líquido.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-2801087427820898846?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/2801087427820898846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=2801087427820898846&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/2801087427820898846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/2801087427820898846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/08/nova-gripe.html' title='A “nova gripe”'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SnuPV0Nvj2I/AAAAAAAAAF0/cG3gUactGmk/s72-c/origem-da-gripe-suina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-6313119030013087060</id><published>2009-08-04T20:29:00.006-03:00</published><updated>2009-08-04T22:41:52.564-03:00</updated><title type='text'>Um discreto mistério</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SnjFrEcfxhI/AAAAAAAAAFs/z5ppajcrvk0/s1600-h/tardigrado.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SnjFrEcfxhI/AAAAAAAAAFs/z5ppajcrvk0/s200/tardigrado.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366256299730257426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Por Bruno e Gustavo. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;  font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Após uma pequena fase de crise criativa e também devido à falta de tempo (mais por falta de saco mesmo) voltamos a escrever no blog.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:13px;"&gt;&lt;i&gt;  &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Todos nós sabemos que existe na face da Terra uma grande diversidade de seres vivos dos mais variados tipos: plantas, animais, vírus, bactérias e de repente alguma forma de vida que ainda não conhecemos. Dentre toda essa forma de vida a mais conspícua e numerosa é a dos artrópodes. Porém, os artrópodes não se limitam somente àqueles que conhecemos como os miriápodes [sínfilos, paurópodos, diplopodas (gongolos) e quilópodos (lacraias)], crustáceos, aracnídeos, insetos e outros mais. Eles integram o grupo dos artrópodes propriamente dito, mas este grupo está contido em um outro maior, chamado Panarthropoda. Além dos bichos habituais, este grupo também inclui em sua lista os Onycoforos e Tardigrados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Certamente poucos já ouviram falar nesses animais a não ser aqueles que fazem biologia e resistem acordados às aulas de zoologia. Hoje trataremos sobre os incríveis tardígrados e quem sabe em um próximo post, falamos um pouco dos onicóforos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Sim, eles são incríveis e vocês entenderão o porquê. Para quem não conhece, o tartígrado, também chamado de urso d’água, é um bicho microscópico que mede entre 0,05 e &lt;/span&gt;&lt;st1:metricconverter productid="1,2 mm" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;1,2 mm&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt; de tamanho e possui grande variedade de cores nas suas mais de 1000 espécies descritas atualmente, como as cores branca, laranja, vermelha, amarela, verde, preta entre outras. A descoberta de sua improvável resistência ocorreu há alguns anos atrás. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Em uma expedição encontrou-se uma tumba com uma múmia em seu interior. Descuidadosamente, os pesquisadores deixaram a tumba destampada numa noite em que caiu uma torrencial chuva. No precário lugar havia uma goteira localizada logo à cima da inafortunada múmia. Resultado, seu sarcófago ficou inundado. Posteriormente, analisando o que sobrou da pobre múmia, observou-se que um pequeno animal mexia-se sobre uns pequenos musgos que se formaram dentro da tumba. Estudando-se o material descobriu-se que o bicho era um tardígrado. Mesmo depois de mais de 3.000 anos embalsamado junto com o faraó, o bicho, após entrar em contato com a água “reviveu”.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Apesar de gerar grande espanto isso é facilmente explicado pela Biologia. Os tardígrados são capazes de realizar dois tipos de dormência: a quiescência e a diapausa - que é a capacidade de reduzir seu metabolismo a quase zero quando submetidos a condições desfavoráveis voltando à vida quando em contato com água. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Após essa incrível descoberta, os pesquisadores ficaram entusiasmados com a resistência desses pequenos animais e os submeteram a alguns testes, entre eles:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;- total vácuo (nada aconteceu)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;- temperaturas próximas à 150ºC (um calorzinho à toa)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;- baixas temperaturas como -273ºC (um friozinho nas pernas)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;- gravidade zero (não sentiu nada)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;- raios x (um brozeamento artificial)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;- espaço sideral, sem gravidade, sem oxigênio e exposto a baixíssimas temperatura (nem é com ele)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Devido a essa incrível resistência não é surpreendente encontrar tardígrados no fundo do oceano (em locais tão profundos quanto 4km a baixo da superfície) e nas mais altas montanhas (com cerca de 6km de altura) sendo o único requisito necessário a presença de água.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Após essa pequena introdução ao mundo dos tardígrados, viemos propor a enquete ao lado questionando a possível origem desse pequeno mas resistente,  estranho mas simpático, bonito porém feio animal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-6313119030013087060?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/6313119030013087060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=6313119030013087060&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/6313119030013087060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/6313119030013087060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/08/um-discreto-misterio.html' title='Um discreto mistério'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SnjFrEcfxhI/AAAAAAAAAFs/z5ppajcrvk0/s72-c/tardigrado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-6226666032139746873</id><published>2009-06-20T09:19:00.003-03:00</published><updated>2009-06-20T12:45:13.871-03:00</updated><title type='text'>Pensamentos e Pensadores</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;"Nossa geração é a primeira a compreender inteiramente as ameaças que sofrem a biodiversidade e a última com oportunidade de explorar e documentar a diversidade de espécies do nosso planeta."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.nhm.ac.uk/research-curation/staff-directory/entomology/cv-3631.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;Wheeler&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;a href="http://www.sciencemag.org/cgi/content/short/303/5656/285"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;et a&lt;/span&gt;l&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, 2004  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-6226666032139746873?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/6226666032139746873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=6226666032139746873&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/6226666032139746873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/6226666032139746873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/06/pensamentos-e-pensadores.html' title='Pensamentos e Pensadores'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-8270390670867172803</id><published>2009-05-25T23:42:00.005-03:00</published><updated>2009-05-25T23:49:42.104-03:00</updated><title type='text'>VII Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/ShtYRsAgWmI/AAAAAAAAAFM/xUDg59TAnXI/s1600-h/logo_SBPV.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339958844072155746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 106px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/ShtYRsAgWmI/AAAAAAAAAFM/xUDg59TAnXI/s200/logo_SBPV.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/ShtXx_ry5QI/AAAAAAAAAE8/Q_xy7TVJebw/s1600-h/logo_SBPV.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Por Gustavo Miranda.&lt;/strong&gt; Na semana passada (dia 20/05) ocorreu na UNIRIO um evento que simbolizou o início da contagem regressiva para o VII Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados que ocorrerá no Rio de Janeiro em 2010. Convidado pelo presidente do Simpósio, Professor Leonardo Avilla, o Dr. Jeffrey Wilson, professor da Universidade de Michigan, ministrou uma palestra sobre a evolução e paleobiologia dos dinossauros saurópodes (Evolution and Paleobiology of sauropods dinossaurs).&lt;br /&gt;De uma forma ao mesmo tempo simples e aprofundada, o professor forneceu uma viagem ao tempo dos saurópodes dando informações sobre tamanho, comportamento, modos de locomoção e alimentação, sendo tudo, é claro, dentro das possibilidades de dados fornecidas pelos fósseis, ainda existindo muitas lacunas no conhecimento desses animais. Falou ainda como anda o desenvolvimento do estudo dos saurópodes no mundo dando ênfase a ativa participação de paleontólogos brasileiros. Em seu site é possível acessar seus artigos: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www-personal.umich.edu/~wilsonja/JAW/Home.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www-personal.umich.edu/~wilsonja/JAW/Home.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Para maiores informações e acompanhamento do Simpósio, visite o blog do evento: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.viisbpv.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;http://www.viisbpv.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-8270390670867172803?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/8270390670867172803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=8270390670867172803&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/8270390670867172803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/8270390670867172803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/05/vii-simposio-brasileiro-de.html' title='VII Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/ShtYRsAgWmI/AAAAAAAAAFM/xUDg59TAnXI/s72-c/logo_SBPV.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-6242867317245193005</id><published>2009-05-25T17:19:00.006-03:00</published><updated>2009-05-25T17:30:47.388-03:00</updated><title type='text'>Pensamentos e Pensadores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"(...) Nosso planeta é admirávelmente intrincado, pululante de enigmas a serem resolvidos e de charadas a serem decifradas. Como naturalista, você nunca padecerá dessa horrível doença do nosso tempo, o tédio. Saia, então, vá ao encontro da natureza com curiosidade e prazer, e deleite-se com ela."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://www.thewildones.org/gerald.html"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Gerald Durrell&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&amp;amp; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lee_McGeorge_Durrell"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Lee Durrell&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. O Naturalista Amador, 1989&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-6242867317245193005?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/6242867317245193005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=6242867317245193005&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/6242867317245193005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/6242867317245193005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/05/pensamentos-e-pensadores.html' title='Pensamentos e Pensadores'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-3077068871423693713</id><published>2009-04-14T23:10:00.008-03:00</published><updated>2009-04-14T23:38:06.364-03:00</updated><title type='text'>Bate-papo com você, mas sem rumo...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SeVIVIq-E6I/AAAAAAAAAE0/naS1jw-CzIs/s1600-h/caminhar+(pegadas)+modificado.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324741662377644962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 136px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SeVIVIq-E6I/AAAAAAAAAE0/naS1jw-CzIs/s200/caminhar+(pegadas)+modificado.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por Bruno Tinoco.&lt;/strong&gt; Esses dias fui abordado no MSN por uma amiga que se dizia desanimada, sem perspectiva. Após alguns minutos de conversa amigável notei que ela se encontrava descrente, sem objetivo para caminhar. Fiquei pensando se a crise dela também não poderia se encaixar no que, por vezes, sou acometido. Aquela troca de experiências então serviu como uma alavanca pra que eu pudesse mergulhar novamente em algo profundo, transcendental mesmo. Aí fiquei pensando se existe um propósito superior por trás do que fazemos ou deixamos de fazer, ou se há uma força maior capaz de guiar os pequenos e grandes acontecimentos. Nessas horas a gente se recolhe e pensa. Alguns encontram respostas, outros apenas aumentam o número de perguntas, mas a vivência de perscrutar a problemática da vida jamais é em vão, sempre traz consigo valores que poderão ser agregados no futuro próximo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há quem curta esses momentos olhando o mar, outros preferem desvendar os desígnios ocultos apreciando o céu noturno. Os cenários externos são os mais variáveis, mas a busca interior, contudo, é basicamente a mesma, desde que conhecemos as primeiras pegadas do homem. E a menina do MSN? Nós conversamos por horas, e poderia dizer em curtas linhas que chegamos à conclusão da necessidade de um objetivo para seguir adiante, sem o qual nada faz sentido e tudo perde a razão. São motivos pessoais, eu concordo, mas concretos, ou melhor, que se concretizam em atos, porque nossas motivações íntimas serão o móvel pelo qual nosso comportamento se refletirá. Um objetivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um objetivo pode ser qualquer coisa; o de Gandhi era ver o povo indiano liberto das amarras inglesas; o de Teresa de Calcutá era cuidar dos doentes e amá-los; o de Hitler era dominar o mundo promovendo matança e por aí vai! As motivações são infinitas, mas são elas que nos movem todos os dias. E Deus? Talvez Deus esteja nessa relação de motivações que o ser humano procura, como um referencial e um ponto de apoio. A resposta para a existência ou não de um criador, ou um pai, como queiram, mais do que nunca se encontra no âmago de cada um de nós, como experiências pessoais, mas concretas, ou melhor, que se concretizam em atos [2]. Diz-se que a busca é individual, então até que ponto a experiência de outrem é válida para nós? Enquanto inspiração, talvez? Pode ser. Ainda assim, no entanto, essa fantástica saga precisa ter no final o trajeto de nossas próprias pegadas. E você, já sabe que caminho seguir?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-3077068871423693713?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/3077068871423693713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=3077068871423693713&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/3077068871423693713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/3077068871423693713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/04/bate-papo-com-voce-mas-sem-rumo.html' title='Bate-papo com você, mas sem rumo...'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SeVIVIq-E6I/AAAAAAAAAE0/naS1jw-CzIs/s72-c/caminhar+(pegadas)+modificado.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-3387723164889160323</id><published>2009-04-12T11:02:00.004-03:00</published><updated>2009-04-12T11:14:37.853-03:00</updated><title type='text'>Pensamentos e Pensadores</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;"Muitos se pergutam por que fazemos ciência ou para que serve a ciência. Há duas repostas distintas a essa pergunta. A insaciável curiosidade dos seres humanos e o desejo de uma melhor compreensão do mundo"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://www.lainsignia.org/2005/febrero/cyt_002.htm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ernst Mayr&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, 1997.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-3387723164889160323?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/3387723164889160323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=3387723164889160323&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/3387723164889160323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/3387723164889160323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/04/pensamentos-e-pensadores.html' title='Pensamentos e Pensadores'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-6772287450468216243</id><published>2009-03-31T19:22:00.007-03:00</published><updated>2011-07-14T00:48:40.014-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caos urbano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><title type='text'>Cotidiano</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SdKdbaNAAAI/AAAAAAAAADs/b5NKU64vfDE/s1600-h/cansado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319487204093853698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SdKdbaNAAAI/AAAAAAAAADs/b5NKU64vfDE/s200/cansado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Por Gustavo Miranda.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;Cansado no fim do dia, você sai da faculdade e caminha consideráveis quinze minutos até o ponto de ônibus e quando lá chega pensa: - Ufa, finalmente vou pra casa! Espera alguns instantes até vir a condução. Esta quando abre a porta revela uma verdadeira muralha de pessoas, todos super aglutinados, se apertando para aproveitar até o último metro quadrado. Você olha para o relógio e pensa se espera o próximo ônibus ou não. Lembra das milhares de coisas que tem pra fazer e que por isso não pode perder tempo. Respira fundo e enfrenta o batalhão que se encontra a sua frente. Até chegar a roleta é uma luta e ao passá-la você visualiza um mínimo espaço sobrando lá nos fundos e parte pra lá. Levanta a mochila e sai empurrando e batendo em todo mundo! Agora é só esperar chegar ao destino.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Horas antes, na Avenida Presidente Castelo Branco, em frente à estação de metrô São Cristóvão, um consciente cidadão, ao visualizar um vazamento de esgoto, liga para CEDAE e informa que está havendo um vazamento de consideráveis proporções na avenida. A empresa, com toda sua eficiência, responde que o mais rápido possível irá solucionar o problema. A mesma contata com a Prefeitura que disponibiliza dezenas de homens para proteger a ação e organizar o trânsito. Em alguns instantes máquinas e homens chegam e isolam o local. Os funcionários, muito instruídos, fecham metade da avenida no sentido Zona Norte às cinco horas da tarde, já de início uma ação não muito inteligente. Então, a larga e movimentada avenida encontra-se com metade de suas pistas bloqueadas. E a outra metade? A outra metade é ponto para vários ônibus de várias linhas, ou seja, o trânsito não flui por esse lado. Resultado, mal eles chegaram pra iniciar o trabalho e o trânsito já estava congestionado.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Você está no seu aperto dentro do ônibus, morrendo de calor e de fome, cheio de dor nas costas por causa do peso da mochila quando de repente o ônibus pára e não anda mais ou então anda a passos lentos. Você espera que seja algum sinal fechado ou alguma coisa corriqueira. Até que você percebe a presença dos inúteis funcionários da prefeitura. Sim, eles são inúteis porque com o trânsito todo parado e nenhum carro com possibilidades de se movimentar, eles ficam fazendo sinal pra eles andarem e dando dicas pros motoristas, ou seja, esses indivíduos não indicam que boa coisa vem pela frente. Aquele maldito vazamento transformou essa parte da cidade num caos.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Depois de mais de meia hora andando a passos de cágado, uma pessoa pede para segurar sua mochila e você sem nem pensar duas vezes a entrega na dúvida dela mudar de idéia. Essa alma solidária só fez isso porque você está há um bom tempo socando a bolsa na face dela! De repente, um súbito milagre acontece: o ônibus dispara, sai correndo sem nenhum impedimento. Você se alegra novamente e pensa: -Ufa, finalmente vou chegar casa!&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Uma regra: sempre que pensamos que uma coisa boa está acontecendo, ela para de acontecer. Seu ônibus continua a caminhar rumo à Zona Norte até alcançar a famigerada Rua 24 de Maio. Naturalmente essa data não nos remete a coisas boas. Nesse dia e mês em 1337 iniciou-se a Guerra dos Cem Anos, em 1886 ocorreu a Batalha de Tuiuti (Guerra do Paraguai) e, o pior de tudo, é o dia do vestibulando. Outra vez o ônibus reduz a velocidade e progressa lentamente pela longa e estreita rua. Dessa vez você desiste de toda sua programação e a única coisa que quer fazer ao chegar em casa, depois de quase duas horas, é comer e dormir.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Este é somente um exemplo da grande desordem urbana que a cidade do Rio de Janeiro oferece diariamente a seus cidadãos que devido a diversos fatores, são obrigados a morar longe de sua faculdade, escola ou trabalho. Que o nosso governante recém empossado tente de alguma maneira resolver esse caos a que somos submetidos. Que ele ao menos tente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Gustavo Silva de Miranda é graduando em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, e estagiário no Laboratório de Insetos Aquáticos – UNIRIO.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-6772287450468216243?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/6772287450468216243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=6772287450468216243&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/6772287450468216243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/6772287450468216243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/03/cotidiano.html' title='Cotidiano'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/SdKdbaNAAAI/AAAAAAAAADs/b5NKU64vfDE/s72-c/cansado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4688057660207192711.post-5113357783729612171</id><published>2009-03-29T13:09:00.002-03:00</published><updated>2009-04-08T21:51:11.300-03:00</updated><title type='text'>Madame Butterfly</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1GbcZifnI/AAAAAAAAAD0/KV5wvpX1aZY/s1600-h/madame+butterfly.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322487771915517554" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1GbcZifnI/AAAAAAAAAD0/KV5wvpX1aZY/s200/madame+butterfly.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Por Bruno Tinoco.&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sc-h__ZymxI/AAAAAAAAABQ/j7zLpuEcqfw/s1600-h/madame+butterfly.bmp"&gt;&lt;/a&gt;Passaram-se 3,8 bilhões de anos desde que surgiu no planeta a primeira bactéria primitiva, e ainda não nos demos conta da incrível biodiversidade que se formou na Terra desde então. São mais de 34 filos descritos no reino animal, nos quais podemos encontrar uma variedade surpreendente de adaptações à vida nos mais distintos ambientes.&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;No curso da evolução, um grupo específico de animais parece ter conquistado adaptações que lhe possibilitou a maior representação de espécies entre todos os demais grupos do reino animal, os artrópodes. Inúmeras conquistas adaptativas podem ser creditadas a semelhante sucesso, mas, em especial, um grupo (uma ordem, em linguagem taxonômica) nos chamou mais a atenção e essas breves linhas foram inspiradas nele, os Lepidoptera, grupo das borboletas e mariposas.&lt;br /&gt;As borboletas frequentemente são alvo de inspirações artísticas, científicas, filosóficas e até poéticas. É uma justa apologia em vista da incrível biologia desses animais, com os quais, aos poucos, vamos aprendendo.&lt;br /&gt;Os integrantes do grupo das borboletas são organismos holometábolos, isto é, possuem metamorfose completa e desenvolvimento indireto. Em outras palavras, um afastamento drástico dos padrões corpóreos de desenvolvimento durante seu ciclo de vida.&lt;br /&gt;O ciclo de vida desses organismos pode ser resumido em ovo, larva, pupa (ou crisálida) e indivíduo adulto (ou imago). No caso das borboletas, a larva é a lagarta, cuja morfologia vermiforme nem de longe lembra o delicado indivíduo adulto. A lagarta passa por alguns estágios de desenvolvimento antes de se tornar pupa, alimentando-se e crescendo. O alimento das larvas pode ser – e quase sempre é – completamente diferente daquele explorado pelos adultos, sendo as peças bucais da lagarta e da borboleta de tipos diferentes (mastigador e sugador, respectivamente), evitando, desta forma, a competição pelos mesmos recursos alimentares na natureza. Este inusitado fato para nossa compreensão pode ser o maior responsável pelo enorme sucesso deste grupo no planeta, já que 80% dos insetos possuem desenvolvimento holometábolo. Segundo Barnes (2005) o desenvolvimento da holometabolia teve um enorme significado adaptativo na evolução dos insetos, em parte por permitir que as larvas utilizem diferentes fontes de alimento, hábitats e estilos de vida quando comparadas aos adultos, dessa forma reduzindo ou eliminando a competição entre os estágios do ciclo de vida.&lt;br /&gt;No estágio seguinte ao de lagarta, a pupa, as borboletas são capazes de nos surpreender ainda mais com uma transformação quase hollywoodiana. Dentro da pupa, a larva sofre metamorfose, durante a qual seus órgãos são destruídos e as estruturas dos adultos se desenvolvem novamente, tal qual a fênix da mitologia grega e egípcia. A transformação se dá devido à presença de células embrionárias de reserva, denominadas discos imaginais. As asas embrionárias desenvolvem-se internamente a partir dessas células, sendo que, nas lagartas, não encontramos precursores desta estrutura. As asas aparecem, desta forma, como uma novidade, assim que a borboleta emerge da pupa. A partir de então surge um dos mais belos e inspiradores animais da natureza.&lt;br /&gt;Na condição de amantes da Biologia Molecular, fascina-nos o fato de todas essas transformações e adaptações à vida serem armazenadas dentro de um mesmo genoma! Uma única célula de uma borboleta contém todas as informações genéticas necessárias para geração de toda essa diversidade de formas durante seu ciclo de vida. É até plausível a discrepância observada durante o desenvolvimento desses animais se assumirmos a expressão diferencial de genes em momentos distintos do ciclo de vida. Isso não significa, porém, que somos ainda capazes de explicar todos os mecanismos pelos quais esses organismos passam, e, muito menos, que nosso ainda escasso conhecimento da Biologia Molecular é capaz de ofuscar magnífico resultado de milhões de anos de evolução.&lt;br /&gt;A evolução está diretamente associada à mutação, que significa alteração na sequência do DNA, e, para a ciência, essas alterações que acarretam em organismos mutantes são geradas ao acaso. Dependendo de onde essa alteração ocorra no DNA, ela pode ser prejudicial, benéfica ou não causar qualquer implicação bioquímica ou fenotípica. Isso significa, pois, que durante milhões de anos as borboletas sofreram alterações em seu material genético que lhes possibilitaram uma infinidade de variações. Esta variabilidade está relacionada com estratégias de defesa contra a predação, como sabor desagradável e o mimetismo motivado pela pigmentação nas asas. De fato, pensar cientificamente não é tarefa simples, mas certamente é a maneira mais segura de tentar responder as questões da natureza.&lt;br /&gt;Enquanto nós, seres humanos, destruímos nosso planeta sem qualquer consideração, as borboletas ainda cooperam para a biodiversidade do reino vegetal, pois são poderosos agentes polinizadores. E o que de melhor uma espécie pode fazer pela outra, além de contribuir para a manutenção da vida?&lt;br /&gt;Diante de tudo isso, é incrível saber que a espécie humana convive neste planeta com espécies tão surpreendentes como a borboleta. Deveria ser uma honra para nós. Talvez por isso os grandes sábios de outrora tinham por hábito contemplar a natureza, como num ato de profundo respeito e admiração. Acho que eles compreendiam o que nós, até agora, não entendemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:85%;"&gt;Bruno Tinoco Nunes é graduando em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, e aluno de Iniciação Científica da Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4688057660207192711-5113357783729612171?l=biodevaneios.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://biodevaneios.blogspot.com/feeds/5113357783729612171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4688057660207192711&amp;postID=5113357783729612171&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/5113357783729612171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4688057660207192711/posts/default/5113357783729612171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://biodevaneios.blogspot.com/2009/03/madame-butterfly.html' title='Madame Butterfly'/><author><name>Devaneios Biológicos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15135611964582498458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1lEjCdMtI/AAAAAAAAAEE/cW3MMAConK0/S220/Foto+a%C3%A9rea.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_23ziQwd_Yew/Sd1GbcZifnI/AAAAAAAAAD0/KV5wvpX1aZY/s72-c/madame+butterfly.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
